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Saúde, Sinais de Inclusão
   Felipe  Camelo  │     18 de abril de 2018   │     16:26  │  0

Quem acompanha este blog deve ter percebido a pegada + humanitária que estamos imprimindo esta semana. Pra não deixar a peteca cair, hoje não vai ser diferente.

O assunto da vez é a inclusão de pessoas com deficiência, ou PCDs, no mercado de trabalho. Por + que se fale na importância desta inserção, muitos não sabem das dificuldades pra que isso aconteça, e que elas vão muito além da vontade, ou desvontade, de determinada empresa ou gestor, mas sim do próprio sistema educacional e, em planos gerais, sociológico.

Temos o exemplo da Santa Casa de Maceió, que mesmo aos poucos, vem ampliando a entrada de pessoas deficientes em sua lista de cooperadores. Em parceria com a Associação dos Amigos e Pais de Pessoas Especiais, o hospital começou beneficiando 2 colaboradores com deficiência auditiva agora em abril. 1 será costureiro no Setor de Rouparia da Santa Casa matriz, e o outro, balconista de farmácia na Santa Casa Central de Distribuição.

Pra fazer a ponte entre os recrutas e a instituição, foram contratados profissionais com  conhecimento e prática em Libras, acompanhando-os nos treinamentos e encontros necessários.

Imagem: Reprodução

 

É 1 bom modelo de experimento neste sentido que pode dar muito certo, e esperamos que dê, mas a realidade é que pra fazer direito muita coisa deve mudar, não só no processo de inclusão educacional pra PCDs, mas também nas nossas cabeças.

2º especialistas, muitas vezes a falta de preparo, tanto da empresa, quanto do trabalhador com deficiência pode tornar a relação de trabalho pouco proveitosa e desgastante. O principal catalisador disso seria o afastamento social deste grupo de pessoas ao longo de gerações por 1 série de fatores, como medo, vergonha… fora a sintomática exclusão até hoje vivenciada, e muito difícil de ser superada.

Junte isso ao baixo nível de escolaridade, e o negócio piora. Com a implementação da Lei de Cotas (Lei 8.312/91), toda empresa com + de 100 funcionários deve preencher de 2 a 5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados, ou pessoas portadoras de deficiência. O que acontece é que a maioria tem dificuldades de cumprir a legislação, já que o desafio é encontrar pessoas com deficiência que possuam todos os pré-requisitos pra preencher estas vagas.

E aí percebemos que tudo acaba voltando ao assunto da educação no Brasil, que já não é das melhores, imagina pra portadores de deficiência física. Por sorte, existem cursos de capacitação pra estes grupos, ainda que não ouçamos falar tanto sobre eles.

A conclusão é que algumas coisas fogem do nosso controle, estão muito acima de nós. Mas se quisermos 1 mundo melhor, com oportunidade pra todos, devemos não só abrir oportunidades, mas também começarmos a abrir nossas mentes p’ras diferenças. 1 olhar torto, que não fará diferença nenhuma no nosso dia, pode desencorajar o outro pra sempre, pode mudar 1 vida pra sempre. Por outro lado, pensando em Alagoas, temos a iniciativa da Santa Casa de Maceió. Apesar de ainda parecer pouco, quem sabe não possa ser apenas a fagulha de 1 tocha olímpica muito maior, que  impulsione outros a fazerem o mesmo?

Provedor Humberto Gomes de Melo fala para novos colaboradores com o suporte de uma especialista em libras. Foto: Ascom / Santa Casa – Reprodução

Só o futuro dirá!!!

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