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Os Prazeres da Padroeira
   Felipe  Camelo  │     24 de agosto de 2018   │     16:05  │  0

Demorou + que o costume, mas eis que se aproxima no horizonte + 1 feriadão.

Ao menos assim será pra quem é residente de Maceió, afinal, este ano o Dia de Nossa Senhora dos Prazeres cairá numa 2ª-feira, + precisamente no próximo dia 27, e pra nossa sorte ela é padroeira da capital alagoana, o que nos garante 1 dia a + de descanso após o merecido fim de semana.

Muito além da folga garantida, é preciso ficar claro que se trata de 1 feriado religioso. Então, principalmente pra você que frequenta a igreja, sempre é bom ficar por dentro do que é comemorado neste dia especial. Senão, é o mesmo que celebrar o Natal achando que é o dia do nascimento do Papai Noel!!!

Fotos: Reprodução

O culto à Nossa Senhora dos Prazeres vem de bem antes de sequer existirem maceioenses no mundo.

Surgiu amplamente em Portugal no século XVI, em 1599, quando 1 imagem de Maria, mãe de Cristo, esculpida em pedra, apareceu subitamente em 1 fonte na freguesia de Alcântara, em Lisboa. Dizem que a água tocada pela santa curava os enfermos e por isso começou a ser venerada pelo povo.

Com a intenção de colocar a imagem eu seu oratório particular, 1 família de condes a levou pra casa. Mas ela não ficou muito tempo encarcerada, pois, da mesma maneira misteriosa que surgiu, a santa desapareceu, sendo encontrada pouco tempo depois em seu local de origem. Dizem ainda que foi lá que ela sussurrou pr’uma menina que deveriam louvá-la sob o título de Nossa Senhora dos Prazeres.

O que seriam estes “prazeres”?

As 7 maiores alegrias que a Santíssima Virgem teve aqui na Terra: quando soube que seria a Mãe do Messias Salvador; quando ouviu a saudação de Santa Isabel; quando contemplou Jesus pela 1ª x; quando os magos foram adorar o menino; quando o reencontrou no Templo de Jerusalém; quando Ele lhe apareceu depois da ressurreição; e quando foi coroada Rainha do Céu. Ufa!

No Brasil, o culto à Nossa Senhora dos Prazeres só chegou no século XVII e foi difundido através de motivos não tão bonitos: em resumo, a batalha.

Na época da colonização, os holandeses dominavam boa parte do território nordestino, e isso incluía Pernambuco. Nas campanhas promovidas pelos portugueses contra os “invasores”, Nossa Senhora dos Prazeres era erguida em estandartes pelas tropas, e ficou bastante popular em toda região como salvadora.

 

Como Alagoas era solo pernambucano em todo o período colonial, não é difícil ligarmos os pontos e entendermos a devoção do nosso povo à Santa. O tempo passou, o antigo engenho de Massayó se tornou 1 povoado, que virou vila e mudou de nome, sendo agora intitulada Maceió. Ela ficava ali, onde hoje se encontra a Praça Dom Pedro II, ou como é conhecida, Praça da Catedral. Nesta época ali já existia 1 capela, e lá foi inaugurada a Igreja chamada Nossa Senhora dos Prazeres, a partir de onde a capital alagoana se expandiu.

É por isso que até hoje a célebre Catedral Metropolitana comemora todo ano a data especial, com missas solenes, celebrações eucarísticas e, é claro, a procissão no derradeiro dia 27. Inclusive é isso que vem fazendo desde o dia 17 deste mês à comando do Arcebispo de Maceió, Dom Antonio Muniz Fernando, e do Administrador Paroquial e Reitor, Cônego Severino Fernando de Sousa Neto.

 

Ah! Se quiser entender + sobre o assunto, é só acessar o arquidiocesedemaceio.org.br. Lá você encontra esta história e muitas outras, além de atualizações sobre o movimento católico na capital alagoana.

Por fim, não é por acaso que Nossa Senhora dos Prazeres é a Santa Padroeira de Maceió, afinal, ela e a cidade caminham de mãos dadas desde o princípio, e enquanto a história se mantiver viva, continuarão caminhando.

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