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H de Humorístico, H de Histeria
   Felipe  Camelo  │     30 de junho de 2017   │     10:00  │  0

Escritor, apresentador, humorista, pintor, músico, dramaturgo… Versátil e dinâmico, José Eugênio Soares, + conhecido como Jô Soares, claramente deixou sua marca na televisão brasileira.

Foto: Reprodução

Afastado há 3 anos dos palcos, escolheu a peça ‘Histeria’ para voltar a direção teatral. Com grande sucesso de público, o espetáculo chega a Maceió, às 9 da noite do próximo dia 22, no Gustavo Leite. Repercuto, na íntegra, o release enviado pela jornalista, produtora e agitadora cultural, Silvana Valença.

“‘Um encontro entre Freud e Dalí, realmente, só poderia terminar em uma imensa histeria’, brinca Jô Soares, que completa 59 anos de trajetória artística e mergulhou no relacionamento improvável entre o pai da psicanálise e o mestre do surrealismo para dar forma a comédia ‘Histeria’, do autor britânico Terry Johnson, que será apresentado dia 22 de julho, às 21h, no Teatro Gustavo Leite – Centro de Convenções.

O espetáculo, escrito em 1933, marca o retorno de Jô Soares à direção teatral, após quase três anos. No elenco estão Norival Rizzo, interpretando Freud; Cássio Scapin, como Salvador Dalí; Érica Montanheiro, vivendo uma misteriosa mulher e Milton Levy, como Yarruda, um médico judeu. O ator Rubens Caribé poderá substituir Cassio em algumas sessões.

Ambientada em Londres (1938), a comédia promove a junção entre a psique humana e o delírio imaginário, quando Sigmund Freud é visitado em seu consultório pelo pintor Salvador Dalí. ‘Achei que era uma fantasia da cabeça do autor, mas é tudo baseado em fatos. Poucos sabem da conexão entre essas duas personalidades’, relata Jô, que conheceu o texto na montagem dirigida por John Malkovich, em Paris, e logo correu atrás da compra dos direitos.

Foto: Priscila Prade/ Reprodução

Na trama, Freud, já perto da morte, acabara de escapar da Europa nazista. Perturbado, é visto em situações comicamente atrapalhadas, para o encanto do mestre surrealista, que conclui: ‘O que Dali vê apenas em sonhos, você vive na realidade’. Numa das sequências mais absurdas, Freud encontra-se segurando uma bicicleta coberta por caramujos, com uma das mãos presa dentro de uma galocha e com a cabeça enfaixada numa espécie de turbante.

Foto: Priscila Prade/ Reprodução

Entre diálogos inteligentes, situações farsescas, ritmo frenético e até alucinações, surge uma das ‘encruzilhadas’ do texto: retirar a essência do mito é minar o fundamento da fé? Um espetáculo que transpira psicanálise, a começar pela cenografia de Chris Aizner e Nilton Aizner, que faz referência ao consultório de Freud, passando por seus casos e algumas de suas teorias, que são questionadas pelos outros personagens. Há também um trabalho de projeção, idealizado por André Grynwask e Pri Argoud, apropriado como o delírio do Psicanalista; além da trilha sonora original de Ricardo Severo.

Foto: Leo Franco/Reprodução

Ficção inspirada em fatos reais, ‘Histeria’ promove um dos maiores encontros do século passado. ‘O texto é muito bem escrito, há mudanças de gênero, uma hora é comédia, outra vaudeville, drama, além de retratar duas figuras icônicas. Me encantei desde o começo, quando Jô me chamou para produzir’, conta Rodrigo Velloni, que também realizou ‘Atreva-se’, outro sucesso dirigido por Jô Soares”.

+ informações e ingressos, no suechamusca.com.br

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