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Dádiva… Vício… Depende de Você
   Felipe  Camelo  │     5 de setembro de 2018   │     15:53  │  0

Dá pra afirmar que entre tantas invenções facilitadoras de vida que a raça humana conseguiu inventar com o passar das eras, o celular é com certeza 1 delas. Mas esta ferramenta milagrosa, aparentemente inofensiva, se tornou muito + do que se imaginava dela em sua criação. Com tantas funções, expansões e atualizações implementadas, nós temos, de forma fácil e acessível, informação ilimitada na palma da mão, tanto quanto 1 possível dependência que já é realidade pra muito + gente do que a gente pensa.

Dá pra acreditar que tudo isso começou na década de 40?

Fotos: Reprodução

Foi nesta época que o Bell Labs (laboratório que pertencia à empresa americana de comunicação AT&T) inventou o 1º protótipo de telefone celular, permitindo a transmissão de voz e dados via ondas eletromagnéticas.

Martin Cooper realizando a 1ª ligação da história.

É claro que a tecnologia não se espalhou imediatamente mercado afora – apenas em 1973 o diretor da Motorola Martin Cooper realizou a 1ª ligação móvel no DynaTAC 8000, que pesava quase 1 quilo e tinha bateria que não passava de 20 minutos em atividade. E ainda assim, só em 1983 o aparelho começou a ser comercializado, chegando em solo brasileiro em 1990.

Com a evolução da tecnologia e a demanda cada vez maior de praticidade e velocidade na comunicação diária, o computador convencional, mesmo que na forma de notebook, se mostrou não muito funcional no quesito mobilidade, e o celular se tornou o alvo perfeito dos aperfeiçoamentos necessários pra garantir a execução de tais demandas.

Diversos ‘upgrades’ depois, assim nasceu o smartphone.

Aquele apetrecho que em seus primórdios apenas realizava ligações com sinal limitado agora tem possibilidades infinitas, e o foco não é + exatamente a telefonia, mas as aplicações e funções instaladas no software. Acesso à internet, jogos, aplicativos de bate-papo, redes sociais, simulações 3D, edição de fotos, vídeos…

O mundo é pequeno pra quem tem 1 celular na mão e isso não é ruim de maneira nenhuma, é só + 1 exemplo de como os avanços tecnológicos podem facilitar as nossas vidas, e muito!!! Mas este universo de facilidades pode se demonstrar 1 faca de 2 gumes pr’aqueles que se perdem dentro dele.

O vício é real e os malefícios também!!!

Pra se ter 1 ideia, de acordo com pesquisa a nível mundial feita pela Kaspersky (empresa especializada em segurança digital) 23% das pessoas preferem ficar peladas em público do que saírem de casa sem seus celulares. No Brasil os nºs não são muito diferentes: 22% dos conterrâneos estão de acordo com a afirmação e 23% acham que estar conectado a internet integralmente é + importante do que ter acesso fácil à água, comida e abrigo (!!!).

Parece conto da carochinha, mas é apenas 1 reflexo do nível de dependência tecnológica que o ser humano alcançou.

Em 1 levantamento de dados online feito pela própria Motorola com 20 mil pessoas e divulgado este mês, foi constatado que 41,5% dos participantes analisados eram ‘teledependentes’. Ou seja, impressionantemente quase 50% dos que responderam a pesquisa nunca deixam de utilizar o telefone ao longo do dia. Por outro lado, 32% dos pesquisados são considerados ‘teleconscientes’ e apresentam uso equilibrado de seus smartphones. 1,5% foi a média de ‘telefanáticos’, aqueles que nunca ficam sem telefone e se sentem vulneráveis e estressados sem ele.

Os nºs falam por si próprios, e numa realidade em que ensinamos as crianças desde cedo a desbravarem as dádivas dos smartphones e tablets (se bem que a teoria da evolução de Darwin parece ter entrado em ação e elas já nascem sabendo), o cenário está longe de mudar.

Você pode pensar: “Mas qual é o problema de eu usar o celular do jeito que eu bem entender?!!?!??!”. Bom, você pode usar o quanto quiser, mas fique sabendo que não é nem 1 pouco saudável, pelo menos de acordo com pesquisadores, como a farmacêutica-bioquímica e especialista em Toxicologia Aplicada, Ana Maria Daitx Valls Atz.

Ela diz que este tipo de aparelho emite ondas eletromagnéticas não-ionizantes que podem alterar o organismo humano quando exposto em excesso. Os sintomas vão desde dores de cabeça a exaustão crônica, insônia, ansiedade, problemas cardíacos, flutuações de pressão sanguínea, enfartes, derrames, doenças cerebrais degenerativas, leucemias e tumores malignos. Ufa!!!

Fora todos os ‘problemas de distração’ que acabam acontecendo como consequência  dos hábitos daqueles + dependentes, ou até daqueles que nem são tanto, mas que já caíram na tentação de sair andando por aí enquanto conversam no Whatsapp até inevitavelmente topar o dedão na quina da cama ou tropeçar na calçada. Vai dizer que você nunca presenciou alguém descendo escadas com os olhos na tela do celular, seja em casa ou no trabalho, ou utilizando enquanto dirigia, ou durante 1 prova importante? Aposto que já. E isso também é preocupante.

Então a dica desta postagem é: reveja seus costumes em relação ao telefone celular.

Deixe ele 1 pouco de lado quando não for absolutamente importante. Se você faz muitas ligações, tente usá-lo com certa distância da orelha. Se não precisar do despertador, desligue o aparelho durante a noite, ou o mantenha longe da cama. Faça 1 caminhada, levante-se pra conversar com as pessoas do outro lado da sala, coma, trabalhe, tome banho, viva.

Garantimos que o mundo estará lá quando você voltar.

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Ideológico, Social e Cultural
   Felipe  Camelo  │     30 de agosto de 2018   │     16:28  │  0

O que + impressiona na arte é o poder e o potencial que ela tem de ser universal.

Você pode vir de qualquer parte do mundo, inclusive dos cantos + recônditos, mas alguém em algum lugar do outro lado do globo pode observar 1 obra sua e se identificar, mesmo que tenha experiências, concepções e culturas totalmente diferentes. Desta forma, a arte pode ser 1 grande agregador, 1 condutor pra união de raças, tribos e credos.

Quer exemplo?

Desde 1990, o Deserto de Black Rock em Nevada, nos Estados Unidos, recebe anualmente 1 dos maiores festivais de contracultura do mundo, conhecido como “Burning Man”. Trata-se de 1 grande catarse coletiva de expressão e experimentação criativa e colaborativa. Quase 1 pequena metrópole levantada no meio do nada com ajuda integral de voluntários, onde a regra é: não há regras, não importa o que você faça, contanto que seja autêntico.

Foto: Reprodução

De acordo com o Wikipédia, “pessoas nuas com os corpos pintados, carros decorados, barracas enfeitadas, instalações gigantescas, sol forte, isto é o Burning Man”.

Foto: Reprodução

Mas o que isso tem a ver com arte? Absolutamente tudo!!! A expressão por si só é 1 arte, mas vai muito além. Lá é possível encontrar também 1 grande galeria a céu aberto, batizada de “Playa”, e bem no centro, a gigante escultura de madeira que dá nome ao festival, “Homem em Chamas”, traduzindo pr’o português. Já dá pra imaginar porquê, né? Ao fim da festa a escultura é totalmente queimada, pra alegria dos 80 mil visitantes do mundo inteiro que comparecem ansiosos por este momento.

Foto: Reprodução

Parece loucura, e há quem ache que se trata de 1 ceita pagã ou 1 cópia do famoso Woodstock, mas a verdade é que o “Burning Man” é 1 experimento social, 1 celebração com o intento de agregar e cultivar as relações entre os seres humanos de várias maneiras, mas principalmente através da arte, provocando os talentos individuais e intransferíveis de cada 1. Em resumo, é 1 momento coletivo, que acontece 1 vez por ano, como alternativa pr’o consumismo cotidiano e pra cultura de massas.

E quando dizemos que o festival acolhe gente do mundo todo não é eufemismo. A edição deste ano vem acontecendo desde o último dia 26 com encerramento em 4 de setembro e tem até brasileiro na jogada, em especial 1 alagoano.

Foto: Reprodução

O artista visual Lucas Lamenha está expondo neste exato momento no festival, dentro do espaço “Camp Favela”, formado por brasileiros que vivem na Califórnia. O alagoano leva pra sua exposição individual 13 novas peças exclusivas experimentais e inovadoras que dialogam, além de tudo, com o tema do evento deste ano “I, Robot”, alusão ao livro de contos do saudoso escritor de ficção científica Isaac Asimov.

Arte de Lucas Lamenha. Foto: Acervo Pessoal – Reprodução

Nas telas, a história do festival, desde referências ao próprio fundador até ao mundo atual, altamente tecnológico, com mensagens de respeito, paz, união e sustentabilidade, os valores pregados pelo “Burning Man”. Só + 1 vitrine pra este artista alagoano que já teve a oportunidade de apresentar suas obras em galerias baladérrimas de Londres, Nova York, Milão e Miami.

Não é muito provável, mas se estiver lendo isto enquanto está perdido no deserto de Nevada, dê 1 passada no “Burning Man” (temos certeza de que será muito bem recebido) e aproveite pra conferir a nata da arte alagoana contemporânea ganhando o mundo. Ironicamente no pedaço de terra + afastado do mundo, ideologicamente, socialmente, culturalmente…

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Da Gazeta, aqui, na GazetaWeb
   Felipe  Camelo  │     21 de abril de 2018   │     10:00  │  0

Atendendo a inúmeros pedidos, em todos os fins de semana, resumão, repercutindo as fotos e legendas da coluna, publicadas durante a semana na Gazeta de Alagoas.

Beyoncé bombou (na volta após o nascimento dos gêmeos), no Festival Coachella, na Califórnia. Inclusive pelas botas brancas Christian Louboutin, com franjas furta-cor e seu solado vermelho. D+++. Foto: Getty Images – Reprodução

Último dia 30, 6ª feira ainda + Santa, com a chegada do pequeno Cauã, formando lindo quarteto com Patrícia, Miguel & Alexandre Carnaúba. Os 2 lados da família, em festa, claro. Foto: Luciana Peixoto – Reprodução

Mix de locomotiva, cerimonialista… Luciana Omena Amaral, sempre antenada quando se fala em moda e afins, prestigiando recente lançamento de Andréa Bogosian na Mammoth. Foto: FC

Na manhã de ontem, praça Sinimbu ocupada pelo Movimento de Luta pela Terra, me deixando triste pela absurda realidade Brasil afora, brasileiros cujo lema é “ocupar, produzir, organizar pra ser feliz”. Foto: FC

Neymar, Bruna Marquezine, Sabrina Sato e Duda Nagle foram os + comentados no recente 6º Baile de Gala amfAR, The Foundation for AIDS Research, que arrecadou + de US$11.5 milhões. Foto: Reprodução

Apaixonado, Deyvid Figueiredo celebrando a conclusão da ‘Meia Maratona de Santiago’ com sua Flávia Padilha, gravidérrima. Muita emoção, afinal, a família na linha de chegada, literalmente. Foto: Acervo Pessoal – Reprodução

Sócio do tempo, Sérgio Gomes de Barros aliando trabalho e treinos, sem pena dos equipamentos. Seja no centro ou na praia, não relaxa nem perde o foco. É visível o resultado. Foto: Edson Oliveira – Reprodução

Cidadão de bem, orgulho pra Alagoas, Emerson Tenório celebrado por Teresa, Leonardo, Guiga & Flávia. Exemplo de dignidade, ética, decência… Parabéns, inclusive pelo aniversário. Foto: Acervo Pessoal – Reprodução

Santa Casa de Maceió segue promovendo inclusões, como agora, com a Língua Brasileira de Sinais, em inserção de novos colaboradores. Aqui, provedor dr. Humberto Gomes de Melo, apresentando a novidade, traduzido em Libras. +? No felipecamelo.blogsdagazetaweb.com/2018/04/18/saude-sinais-de-inclusao/ Foto: Ascom Santa Casa – Reprodução

Neste 19 de abril, Dia do Índio, rendo homenagem em matéria com fotos de José Feitosa (aqui, entre crianças alagoanas da tribo Kalankó, de Água Branca), no felipecamelo.blogsdagazetaweb.com Foto: Acervo Pessoal – Reprodução

Em Recife, o publicitário Luiz Augusto Correa de Araújo Filho, CEO da Agência Um, foi o grande premiado no “Colunistas Norte/Nordeste” como Anunciante do Ano. Foto: Ascom Caderno 1 – Reprodução

Jornalista Thaíse Cavalcante, pouco antes de apresentar o ALTV, 1ª edição, sempre recebe auxílio luxuoso de 1 colega da Gazeta, garantindo sua fina estampa. A audiência? Nos píncaros. Foto: FC

Galeria dos Presidentes do Poder Judiciário de Alagoas enriquecida com a fotografia do Desembargador José Agnaldo de Souza Araújo, motivo de orgulho também pra sua bem amada Verônica. Foto: Acervo Pessoal – Reprodução

Sucessaço, lotando o Centro Cultural Arte Pajuçara no recente fim de semana, Marlon Rossi, Paty Maionese e Mágico Anthony na hilária e imperdível “Comédia com tudo dentro”. Valem gaitadas. Foto: Reprodução

Dia de festa na casa de Vânia & Márcio Nutels, ele, que vira o calendário com motivos pra ser ainda + feliz. Filhos e netos bem criados, empresa de vento em popa, e eles, em eterna lua de mel. Foto: FC

Bolsistas Anderson Elias, Luiz Luan, Patrícia Mendonça, Lucas Cavalcante, a artista Rosinha Piatti, a coordenadora Christina Cavalcanti e os designers Steffane Luiza e Rafael Almeida. 1ª X que equipe da Pinacoteca foi conhecer o ateliê de artista que se prepara pra abrir mostra no museu do Espaço Cultural Ufal. Na próxima 5ª, 26, a individual “Perspectiva de mim”, imperdível. Foto: Bia Piatti – Cortesia

Ivana Iza volta com ‘AVelha’, às 8 da noite dos sábados e às 7 da noite dos domingos de maio, no Centro Cultural Arte Pajuçara, com direção de Flávio Rabelo e supervisão de Amir Haddad. Imperdível. Foto: FC

Flagrados na Casa Japão, em São Paulo, o escultor Leo Santana e o presidente da Fundação de Ação Cultural de Maceió, Vinícius Palmeira. Será que novos alagoanos serão imortalizados em bronze??? Se sim, 1 certeza, devem ser ligados à Cultura. É aguardar. Foto: Allan Smithee

Sensível e talentosa soldadora, escultora e tudo +, Marta Arruda passa este sábado ainda + ‘dengada’ pela família e amigos, por + 1 aniversário. Daqui, meus parabéns por tudo, inclusive pela data. Foto: FC

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Diversidade + Respeito = Educação
   Felipe  Camelo  │     17 de abril de 2018   │     16:18  │  1

Ontem, falamos aqui no blog sobre intolerância, citando a malfadada entrevista de Carlos Vereza. Discutimos sobre como esta pequena palavra faz 1 falta imensa na nossa sociedade, e desde já agradecemos a repercussão positiva. Infelizmente, e impreterivelmente, teremos que bater nesta mesma tecla hoje.

Vale acesso: Como cidadão, Ótimo ator

Desta vez o buraco é + embaixo, + precisamente aqui em Maceió mesmo.

Ficamos sabendo do drama de 1 garoto transgênero que tem sofrido com a discriminação e indiferença do colégio onde estuda. Nascido com sexo feminino, batizado como Ingrid Beatriz Oliveira Santos, não se identifica com o gênero de nascimento, e desde os 15 anos prefere ser chamado pelo nome que escolheu pra si. Isaac.

Piquenique na Praça Centenário promovido pelo jovem Isaac em parceria com o grupo Mães pela Diversidade. Fotos: Reprodução

Isaac tem todo o apoio de sua mãe, Rosemary, mas o mesmo não pode ser dito do Colégio Estadual Dr. Guedes Nogueira. Embora reuniões já tenham sido feitas pra explicar o assunto, onde ficou certo de que o garoto seria chamado apenas pelo nome social, até hoje alguns professores se recusam a tal. Tudo ficou pior com a omissão da diretoria e a iniciativa de alguns docentes de procurar o Conselho Tutelar (??!?!!) pra que tomasse providência contra o aluno, já que ele estaria “incitando a prática LGBT dentro da escola” (Sic).

Pode parecer besteira, mas a fase da adolescência é 1 período muito volúvel, e só a negação da escola em aceitar Isaac como quem ele realmente é, exerce 1 pressão pra qual ninguém está preparado nesta idade, nos piores casos causando até problemas de saúde, como ansiedade e até depressão.

Tanto é que, em setembro de 2017, o Conselho Nacional de Educação, permitiu que as escolas de educação básica usem o nome social de transsexuais em documentos de identificação, listas de presença e outros documentos oficiais escolares, em vez daquele que está no RG. A lei foi homologada em 17 de janeiro, pra combater o preconceito e o bullying no meio escolar. Quando este preconceito parte justamente dos professores, que deveriam ser seus principais exemplos e influências de desenvolvimento como cidadão, a situação fica no mínimo preocupante.

Inconformada com a intransigência do colégio, a “mamãe coruja” Rosemary não perdeu tempo, fez logo 1 Boletim de Ocorrência por discriminação junto à Polícia Civil, e denunciou o caso no disque 100, apresentando tudo ao Conselho Estadual de Educação, no começo de abril. Além disso, entrou em contato com Tereza Nelma, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Maceió. Desde então, a vereadora tem ajudado como pode, se reunindo com os familiares pra dar continuidade no encaminhamento do caso, tanto da discriminação de Isaac, quanto na adoção definitiva de seu nome social.

Algo parecido aconteceu em Espirito Santo, quando 1 aluno transgênero de 16 anos, após passar a ser tratado de forma diferente pela escola onde estudava e sofrer com várias crises de ansiedade como consequência, conseguiu na Justiça o direito de ser tratado por seu nome social. Claro que depois de tudo isso ele mudou de colégio, mas obteve o direito de ter “Arthur” cadastrado na nova instituição, e ser respeitado pelos professores e d+ profissionais de ensino.

Tudo o que podemos fazer agora é torcer pra que, assim como Arthur, Isaac consiga o que é seu por direito: sua dignidade, sua identidade respeitada, e sexualidade validada por aqueles que não deveriam nem ter a ousadia de questioná-la. Nossos sinceros abraços pra mãezona, guerreira de fibra, Rosemary Bernardo de Oliveira Santos.

Nas palavras da própria Tereza: “É inadmissível que esse tipo de posicionamento parta de uma instituição de ensino que deveria auxiliar na formação de cidadãos respeitosos e no combate ao preconceito. Como esperar dos demais alunos um posicionamento diferente, quando os próprios professores dão mal exemplo? Isso deve ser investigado e os envolvidos punidos. Isaac é um menino lindo e educado, que só quer que a sociedade o veja e o reconheça como ele se vê”.

Os jovens presentes no encontro prometeram continuar estas reuniões pelo menos 1 X a cada 2 meses.

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Pedaladas rumo à Civilidade
   Felipe  Camelo  │     13 de abril de 2018   │     16:47  │  0

Quando se fala em Meio Ambiente, muito cuidado nunca é d+ e, apesar de sempre alertarmos sobre as precauções que devemos tomar com a mãe natureza, não é preciso ir longe pra constatar que não estamos fazendo o bastante.

Por exemplo, atualmente os maiores poluentes do Brasil são os carros e automóveis em geral, ainda assim, não nos desfazemos do privilégio de poder se locomover com 1 pouco + de conforto. Pra se ter 1 ideia, entre 1994 e 2014 a emissão de gases de efeito estufa aumentou 192% em solo brasileiro, em média 5,6% por ano. Por coincidência (ou não), o nº de veículos em circulação cresceu 119%, entre 2000 e 2010. Ao todo eram 64,8 milhões naquele ano!!! Tá bom que deu 1 estabilizada em 2016 com a crise econômica, mas não deixa de ser 1 estatística exorbitante.

1 das opções que poderia diminuir este cálculo seria a utilização da bicicleta. O maior centro urbano nacional já parece estar correndo atrás do prejuízo, estimulando o uso da bike no dia a dia.

Fotos: Reprodução

Lá em São Paulo, a ONG Bike Anjo lançou o ‘Prêmio SP de Bike ao Trabalho’premiando empresas e organizações que incentivem os funcionários a deixarem o carro na garagem e pedalarem até o trabalho. Pra instituição concorrer, basta inscrever qualquer iniciativa, desde investimentos em infraestrutura a programas educacionais, até o dia 27 deste mês, pelo debikeaotrabalho.org/premio/.

Todas serão analisadas de acordo com a relevância em inovação, durabilidade e impacto. Tudo isso pra contribuir com a saúde da população e mobilidade urbana sustentável na capital. Você deve estar pensando: “ah, mas isto não faz diferença nenhuma”. Por incrível que pareça, faz sim, não só pro planeta terra, mas também pra nós mesmos.

2º o co-fundador da rede Bike Anjo, JP Amaral, “no Reino Unido, em apenas uma década (2005-2015), 38.000 empresas aderiram a algum tipo de esquema de incentivos ao uso da bicicleta e em 2015 a população que vai ao trabalho de bicicleta chegou a 7% do total no país”. Estudos da Universidade de Glasgow comprovam melhoras significativas na saúde física e mental destas pessoas.

Por outro lado temos 1 faca de 2 gumes.

Chega também a SP o sistema compartilhado de bikes sem estação. Por aqui não é tão popular, mas estes esquemas são muito bem quistos mundo afora. Tratam-se de bicicletas com GPS embutidos. Com apenas 1 olhada no aplicativo é possível achar 1 delas por perto, se locomover a bel prazer e deixa-las em algum lugar adequado, que não atrapalhe o trânsito, até que alguém faça o mesmo.

Apesar de ser bastante útil, sustentável, como alternativa até p’ro Uber, o problema é o risco de depredação e abandono das “coitadas” das bicicletas. A China é o país que + utiliza o serviço, e a quantidade de fotos de depósitos transbordando bikes sucateadas é assustadora.

Enfim, se existe 1 meio de amenizarmos a poluição, principalmente do ar, a bicicleta pode ser a resposta. Existem boas ações de incentivo e viabilidade p’ro uso da danada, mas parece que acabamos sempre esbarrando no problema verdadeiro, que é a índole do ser humano. Junte isso ao problema de mobilidade na infraestrutura dos centros urbanos brasileiros, às ciclovias com problemas de sinalização e manutenção, e temos 1 obstáculo ainda maior pra ultrapassar. Mas isso é papo pra outra postagem…

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