Category Archives: Factual

Meio Ambiente + Jornalismo = 14 anos
   Felipe  Camelo  │     24 de abril de 2018   │     14:41  │  0

Como jornalista, eu sei o quanto é bom ter o trabalho reconhecido. Aqui em Alagoas somos inúmeros, dando duro, praticamente sem folga, pra repassar a informação, de forma responsável e dedicada. Por isso, é de suma importância quando recebemos 1 ‘feedback’, principalmente daqueles que põem em evidência assuntos de relevância social.

Como por exemplo, o Prêmio Octávio Brandão de Jornalismo Ambiental, anunciado hoje de manhã pelo diretor de Relações Institucionais da Braskem, Milton Pradines, o presidente do Sinjornal, Isaías Barbosa, e o idealizador do prêmio, Ricardo Vieira, representando a Abes – AL. Em sua 14ª edição, destaca os melhores trabalhos jornalísticos sobre Meio Ambiente.

A premiação é 1 parceria entre a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental Seção Alagoas, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas e a Braskem. O profissional que tiver publicado matéria “ambiental”, veiculada em Alagoas, entre os dias 8 de maio de 2017 e 14 de maio de 2018, poderá concorrer. A grande novidade do ano é que os estudantes também irão entrar no pário em categoria própria, com prêmios p’ros 1º, 2º e 3º lugares.

Intenção? Promover o alerta e a conscientização sobre o Meio Ambiente no jornalismo regional. Ao todo são 7 categorias: Jornalismo Impresso (Texto), Jornalismo Impresso (Foto), Reportagem de TV, Reportagem Cinematográfica, Webjornalismo, Radiojornalismo, e Estudante.  A premiação ocorre no dia 9 de junho.

Fotos: FC

Falando nisso, é bom ressaltar o belíssimo trabalho “Um século de secas: por que as políticas hídricas não transformaram o Semiárido brasileiro?”, co-escrito pelo doutor Humberto Alves Barbosa, meteorologista e pesquisador da Ufal. O livro, fruto de parceria com a doutora em Recursos Naturais, escritora e jornalista, Catarina de Oliveira Buriti, é 1 busca pelas respostas da razão p’ras políticas de solução p’ra seca, como açudagem, irrigação, perfuração de poços… não terem surtido efeitos no cenário socioeconômico da região semiárida deste Brasilzão até hoje. Vale leitura, e com certeza poderia valer prêmio também.

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Quando o Amor diz Sim
   Felipe  Camelo  │     23 de abril de 2018   │     17:14  │  0

Na tarde do último sábado, 21 de abril, Alex Cerqueira & Frederico Machado disseram “Sim” 1 pr’o outro, no sítio Marina Morena, na ilha de Santa Rita. Abençoando o amor e a união, seus pais Maria Célia Cerqueira Lopes (Jorge Umbelino Lopes, em memória), e Ana Cerise B. de Amorim Machado & Luiz Francisco Machado. A história deles e detalhes do casório, no poético www.alexefred.com

Apesar da forte chuva característica desta época, o aguaceiro não atrapalhou em nada, pelo contrário, a animação foi até “umas horas”, com muita comida, bebida, ótimas músicas… Com certeza, o novo casal será muito feliz, com a graça de Deus.

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“Perspectiva”, Visceral e Construtivista
   Felipe  Camelo  │     20 de abril de 2018   │     16:14  │  0

Ressaltando novamente como Alagoas é rica em arte, em pouco espaço de tempo já estamos aqui de novo pra falar sobre + 1 exposição em solo caeté. Desta vez, em 1ª mão.

Às 8 horas da noite do dia 26 de abril, na Pinacoteca Universitária, a novíssima mostra de Rosa Maria Piatti, “Perspectiva de Mim”. Os convites devem começar a ser enviados em breve, mas já nos adiantamos com informações exclusivas.

No começo da semana, a coordenadora da Pinacoteca da Ufal, Christina Cavalcanti, sua equipe de bolsistas, e 1 dos curadores da mostra, Rafael Almeida, visitaram a casa/ateliê da artista. Objetivo: ficarem por dentro do que os esperam nos próximos meses de exibição. Esta foi a 1ª vez que a equipe saiu em pesquisa de campo pra observar e aprender 1 pouco + sobre a trajetória e produção da artista em exposição. 1 iniciativa que deve virar tradição daqui pra frente se depender do ‘feedback’ dos estudantes.

Foto: Beatriz Piatti – Cortesia

“Perspectiva de Mim” ainda conta com a curadoria de Rogério Gomes, e marca o retorno de Rosa Maria Piatti aos holofotes do mundo artístico após algum tempo focando na administração de sua “Viver de Arte”, em conjunto com a irmã Ana Maia. Esta também é a 1ª individual de Rosa na Pinacoteca, e a julgar pela quantidade e qualidade das obras, este jejum lhe fez muito bem. Serão + de 20, nos + diversos suportes e técnicas, com acrílica, em tela e lona, bordado e porcelana. Sem falar da colossal instalação de madeira exposta no 2º salão.

Em cena, veremos a artista despindo todo seu lado pessoal, catártico e indômito através de 1 visceral arte abstrata, inspirada pelo construtivismo, povoada pela cor vermelha, por remendos e costuras que dispensam simetria e abraçam o instintivo. São cicatrizes sendo curadas, outras sendo abertas, e nós somos os grandes sortudos por podermos cutucá-las, absorvê-las, povoá-las com nossa própria interpretação, e + do que isso, sentirmos o que sente Rosa Maria Piatti.

Em breve todos poderão conferir + informações, mas enquanto isso, fiquem com alguns flagras da visita dos bolsistas ao santuário de Rosa. Mas cuidado! Já adianto que pode conter ‘Spoilers’!!!

Fotos: Ascom Pinacoteca Universitária – Cortesia

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“Todo Dia era Dia de Índio”
   Felipe  Camelo  │     19 de abril de 2018   │     16:35  │  0

Hoje é 19 de abril. 1 data importante na história. Foi neste mesmo dia, em 1648, que os habitantes de Pernambuco se revoltaram contra a invasão dos holandeses. Os brasileiros saíram vencedores da batalha, claro. Já em 1782, o 2º presidente dos Estados Unidos (na época nem se chamava assim), John Adams, garantiu o reconhecimento do país como república independente da Inglaterra.

Parece que este fatídico dia será eternamente reservado pra revoluções, algumas igualmente intermináveis, já que hoje também é comemorado o Dia do Índio.

Fotos: José Feitosa

A data comemorativa foi proclamada em 1943, pelo então presidente, Getúlio Vargas. No entanto, a história começa em 1940, quando aconteceu o 1º Congresso Indigenista Interamericano, em Patzcuaro, no México, onde seriam discutidos os + diversos assuntos a respeito da qualidade de vida dos índios.

Vários representantes indígenas foram convidados a participar do congresso. Inicialmente, foi unanimidade recusar o convite, já que temiam serem hostilizados e desrespeitados, como era o costume. Após alguns dias os índios resolveram participar também, afinal, assim poderiam opinar no que seria discutido sobre os problemas que só diziam respeito a eles próprios.

Nesta reunião, foi aprovada 1 recomendação proposta por delegados indígenas do Panamá, Chile, Estados Unidos e México. A de que os países americanos deveriam adotar 1 Dia do Índio, pra incentivar o estudo dos nativos pelas diversas instituições de ensino e outorgar normas necessárias à orientação de políticas indigenistas. Neste acordo, ficou certo de que a celebração se daria em 19 de abril, pois foi o dia em que os representantes indígenas se reuniram pela 1ª X em assembleia.

75 anos se passaram e ainda comemoramos o Dia do Índio. Mas será que fazemos da maneira correta? Pra muitos índios e descendentes é só + 1 dia, que na verdade não lembra em nada comemoração, só lembra a dor e o sofrimento destes povos, que até hoje lutam contra preconceitos e esteriótipos, e veem a maioria dos direitos pelos quais tanto lutaram pra conquistar no passado, ainda bem longe de serem alcançados.

Hoje as escolas irão pintar as caras das crianças, distribuir cocares e zarabatanas, como sempre fazem. Os programas de televisão certamente irão visitar algumas aldeias, ou conversar com indígenas sobre rituais tradicionais. Não digo que esteja errado, apresentar culturas diferentes é sempre válido, mas essa exploração cultural anual pode virar 1 via de mão dupla. Em vez de conhecimento, podemos estar fomentando esteriótipos. Então, talvez, a melhor maneira de se comemorar o Dia do Índio não seja lembrando dele como alguém com uma pena na cabeça, fazendo sons com a boca em volta de 1 fogueira, mas sim como 1 povo guerreiro, persistente, que passou por todo tipo de injúria ao longo dos séculos e permanece de pé, brigando pelo que é seu por direito, suas terras, sua individualidade, suas vidas…

Enriquecendo a equipe de repórteres fotográficos da Gazeta de Alagoas, José Feitosa, que não resistiu e aceitou ao pedido dos pequenos curumins pra tirar esta foto com ele.

 

 

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Saúde, Sinais de Inclusão
   Felipe  Camelo  │     18 de abril de 2018   │     16:26  │  0

Quem acompanha este blog deve ter percebido a pegada + humanitária que estamos imprimindo esta semana. Pra não deixar a peteca cair, hoje não vai ser diferente.

O assunto da vez é a inclusão de pessoas com deficiência, ou PCDs, no mercado de trabalho. Por + que se fale na importância desta inserção, muitos não sabem das dificuldades pra que isso aconteça, e que elas vão muito além da vontade, ou desvontade, de determinada empresa ou gestor, mas sim do próprio sistema educacional e, em planos gerais, sociológico.

Temos o exemplo da Santa Casa de Maceió, que mesmo aos poucos, vem ampliando a entrada de pessoas deficientes em sua lista de cooperadores. Em parceria com a Associação dos Amigos e Pais de Pessoas Especiais, o hospital começou beneficiando 2 colaboradores com deficiência auditiva agora em abril. 1 será costureiro no Setor de Rouparia da Santa Casa matriz, e o outro, balconista de farmácia na Santa Casa Central de Distribuição.

Pra fazer a ponte entre os recrutas e a instituição, foram contratados profissionais com  conhecimento e prática em Libras, acompanhando-os nos treinamentos e encontros necessários.

Imagem: Reprodução

 

É 1 bom modelo de experimento neste sentido que pode dar muito certo, e esperamos que dê, mas a realidade é que pra fazer direito muita coisa deve mudar, não só no processo de inclusão educacional pra PCDs, mas também nas nossas cabeças.

2º especialistas, muitas vezes a falta de preparo, tanto da empresa, quanto do trabalhador com deficiência pode tornar a relação de trabalho pouco proveitosa e desgastante. O principal catalisador disso seria o afastamento social deste grupo de pessoas ao longo de gerações por 1 série de fatores, como medo, vergonha… fora a sintomática exclusão até hoje vivenciada, e muito difícil de ser superada.

Junte isso ao baixo nível de escolaridade, e o negócio piora. Com a implementação da Lei de Cotas (Lei 8.312/91), toda empresa com + de 100 funcionários deve preencher de 2 a 5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados, ou pessoas portadoras de deficiência. O que acontece é que a maioria tem dificuldades de cumprir a legislação, já que o desafio é encontrar pessoas com deficiência que possuam todos os pré-requisitos pra preencher estas vagas.

E aí percebemos que tudo acaba voltando ao assunto da educação no Brasil, que já não é das melhores, imagina pra portadores de deficiência física. Por sorte, existem cursos de capacitação pra estes grupos, ainda que não ouçamos falar tanto sobre eles.

A conclusão é que algumas coisas fogem do nosso controle, estão muito acima de nós. Mas se quisermos 1 mundo melhor, com oportunidade pra todos, devemos não só abrir oportunidades, mas também começarmos a abrir nossas mentes p’ras diferenças. 1 olhar torto, que não fará diferença nenhuma no nosso dia, pode desencorajar o outro pra sempre, pode mudar 1 vida pra sempre. Por outro lado, pensando em Alagoas, temos a iniciativa da Santa Casa de Maceió. Apesar de ainda parecer pouco, quem sabe não possa ser apenas a fagulha de 1 tocha olímpica muito maior, que  impulsione outros a fazerem o mesmo?

Provedor Humberto Gomes de Melo fala para novos colaboradores com o suporte de uma especialista em libras. Foto: Ascom / Santa Casa – Reprodução

Só o futuro dirá!!!

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