Entre a Voz e o Instrumento
   Felipe  Camelo  │     13 de setembro de 2018   │     16:32  │  0

Dentro do meio musical é comum ver por parte do público 1 atenção maior àqueles que dominam determinado instrumento, ou que compõem bem, ou que tem 1 boa presença de palco… E não por menos, afinal são talentos notáveis e devem ser essenciais na hora de formar 1 boa banda. Mas existe outra atribuição, até bem fácil de perceber, da qual não se vê comentar tanto por aí: o intérprete.

Quando falamos em intérprete, claro, pode se referir a qualquer instrumento musical. Como o nome já diz, trata-se do ato de interpretar uma música existente à sua maneira, e isso também possui o seu valor, ainda + quando o cover fica melhor que o original. No entanto, fica + fácil perceber quando analisamos os vocalistas, por serem a cara de qualquer grupo musical, o nosso ponto de referência.

Aretha Franklin, eleita pela revista Rolling Stone a maior intérprete de todos os tempos. Foto: Reprodução

Dizemos que fulano canta bem quando possui o domínio da técnica, atinge as notas certas, consegue impor sua voz audivelmente. Agora, pra ser chamado de “bom intérprete” ele depende de outros fatores, que vão desde exprimir com perfeição através da voz o sentimento da canção proposta, até o próprio timbre vocal, que, inevitavelmente, será diferente de pessoa pra pessoa.

Ray Charles, 1 das maiores vozes da música americana. Foto: Reprodução

No gênero pop podemos encontrar muitos exemplos, já que esta vertente sempre valorizou muito + os intérpretes do que os compositores. Por isso dá pra se surpreender bastante com o tanto de músicas que não são dos artistas famosos que a gente achava que era. Por quê? Porque o artista famoso interpretou melhor!!! E portanto tem todo o direito de se vangloriar por ter popularizado aquela peça. Por quê não?

Por exemplo, é impossível não ouvirmos os 1ºs acordes de “Twist and Shout” e não lembrarmos imediatamente dos Beatles. É a última canção do álbum de estreia da lendária banda e até hoje atribuída comumente aos próprios. É a cara deles. Mas o que pouca gente sabe é que na verdade “Twist and Shout” foi composta 4 anos antes, em 1960, pela dupla Phil Medley e Bert Russell, sendo lançada como 1º single da banda The Top Notes no ano seguinte.

Não é preciso dizer o quanto os “Fab Four”, com a voz rasgada de John Lennon, melhoraram infinitamente a canção.

Não se contentou? Então pense nas músicas da saudosa Whitney Houston. Com certeza você deve ter lembrado automaticamente de “I Will Always Love You”.

Pois fique sabendo que a música na verdade foi composta e cantada originalmente pela cantora country norte-americana Dolly Parton em 1973, e até fez bastante sucesso nos Estados Unidos em sua época. Claro, o sucesso mundial só chegou mesmo em 1992 quando Houston a regravou pra trilha sonora do filme “O Guarda-Costas”, estrelado por ela e Kevin Costner.

A versão original já é boa, mas foi a potência vocal de Whitney Houston que a tornou 1 clássico.

Agora ficou fácil entender a importância de 1 bom intérprete, né? Claro, nenhuma música se limita apenas a isso, se não músicos como Bob Dylan (extremamente fanho) não teriam nem chance. Mas é bom ressaltar como a interpretação faz a diferença.

Evidentemente este dom não se limita só a terras além-fonteiras. Aqui no Brasil também temos grandes intérpretes com trabalhos maravilhosos.

Foto: Reprodução

 

1 deles é o já conhecido Daniel Boaventura, que estará desembarcando em Maceió amanhã, dia 14, pra apresentação às 9 da noite no Teatro Gustavo Leite, com produção local das feras SIlvana Valença & Sue Chamusca. O cantor traz toda sua bagagem como ator pr’os palcos e microfones. E que experiência seria + bem vinda no quesito interpretação senão a atuação?!!?!??!

 

Na verdade, seus shows são todos calcados em releituras de músicas de outros grandes intérpretes da música. Alguns clássicos como Frank Sinatra, e outros contemporâneos, a exemplo de Justin Timberlake e Bruno Mars, tornando o set list bem variado e eclético pra ninguém botar defeito. Sobra espaço até pr’o punk, aqui representado por “Should I Stay Our Should I Go” do The Clash, em versão Big Band.

Ainda na cena, Boaventura lança seus novos CD e DVD intitulados “Daniel Boaventura Ao Vivo no México”. Fruto de supershow que o cantor realizou na capital mexicana como 1 dos pontapés pra sua carreira internacional.

 

Então se quiser conferir o que pode fazer 1 bom intérprete com 1 arsenal de músicas das + reconhecíveis e cantáveis… fica a dica. Imperdível!!!

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