Monthly Archives: setembro 2018

entre a Construção e a Desconstrução
   Felipe  Camelo  │     21 de setembro de 2018   │     16:59  │  0

Em tempos de tanta desilusão, de todos os tipos, em todos os cantos do Brasil, 1 coisa que nós, alagoanos, não podemos reclamar é das nossas belezas naturais. O triste é que até elas são alvos de longa data do descaso por parte daqueles que deveriam zela-las.

Por exemplo, não é surpresa pra ninguém que temos algumas das + belas praias do Brasil. É fato. Em 2015, o TripAdvisor, maior site de viagem do mundo, fez 1 levantamento das melhores praias brasileiras de acordo com avaliações de usuários. Entre as 10 +, adivinha? Claro que tinha alagoana. Nossa representante foi a praia de Maragogi com suas piscinas naturais Galés.

Praia de Barra Grande, em Maragogi. Foto: Reprodução

Em contrapartida, nem a + bela de nossas praias foge da poluição tão falada em âmbito regional. Em pesquisa divulgada pelo IMA no começo do ano passado, feita em 63 pontos dos mares e rios alagoanos, foi constatado que 9 eram + do que impróprios, “péssimos” pra banho. Entre eles, a região da Jatiúca, 2 trechos da praia da avenida, e 3 onde? Em Maragogi.

Foto: Reprodução

 

Os altos índices de coliformes fecais, na maioria das vezes provocados por esgotos “clandestinos” são os causadores. Além, é claro, de todo tipo de despejo, incluindo dejetos sanitários, óleos, graxas… Não precisa nem explicar o quanto isso oferece riscos a saúde, tanto dos banhistas, quanto da vida animal em reprodução naquele ambiente.

Isso faz a gente refletir sobre os cuidados que estamos tomando e como estamos valorizando as nossas belezas naturais. Além disso, nós realmente fazemos o suficiente na hora de cobrar as autoridades competentes pra que possam fazer o mesmo? E, claro, isto tudo também pode ser dito de outros patrimônios, inclusive históricos. Prédios importantes, esculturas consagradas, marcos urbanos, tudo isto faz parte de nossa identidade e daquilo que nos faz ter orgulho de termos nascido aqui.

Ainda + nestes tempos sombrios em que museus nacionais pegam fogo por falta de verba. O debate não poderia estar + em alta.

Fotos: Reprodução

Se não pudermos expressar esta paixão e esta vontade de reverenciar o nosso orgulho regional em mudanças, que façamos através da arte. É por isso que a arquiteta Simone Freitas lança às 7 da noite da próxima 2ª-feira, dia 24, no Museu da Imagem e do Som de Alagoas (aquele na Praça 2 Leões, no Jaraguá), sua 1ª exposição individual “Através do A(mar)”, apresentando retrato contemporâneo e desconstruído das paisagens de Maceió

Em cena, pinturas em tinta acrílica que demonstram de forma subjetiva, mas calcada no mundo real, “uma visão contemporânea da paisagem, por vezes desconstruída, retratando um sentimento poético, presente Divino que vem da nossa natureza”, 2º a própria a artista.

Ela que, aliás, descobriu esta paixão pela arte plástica como 1 desafio, quando foi convidada a montar  vitrine, criando 1 “azulejaria náutica” com papeis que seriam descartados. De lá pra cá esta nova paixão foi mesclada com 1 antiga, aquela intrínseca a todo mundo que ousa nascer em terras caetés: a paixão pelas paisagens alagoanas, e + especificamente, as de Maceió.

 

Eis aqui 1 arquiteta, que ganhou a vida pra construir, se reinventando, desconstruindo as belezas maceioenses e se reconstruindo como artista plástica.

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Aposentada? Campeoníssima!!!
   Felipe  Camelo  │     20 de setembro de 2018   │     16:51  │  0

Todo mundo sabe que o Brasil respira futebol.

Não tem pra onde correr, é o esporte + popular deste nosso país verde-amarelo. Mas existe outro, que inclusive foi trazido pelo ingleses na mesma época, e que com certeza também tem 1 espaço de gala na história esportiva canarinha. Se você pensou no tênis, acertou.

Claro, é preciso guardarmos as devidas proporções, afinal, o futebol é o esporte + popular do mundo, e nós somos tradicionalmente os melhores, o que já lhe garante status vip no coração brasileiro. No entanto, é preciso lembrar que também temos Maria Esther Bueno, Thomaz Koch, Gustavo Kuerten… jogadores de tênis que cravaram seus nomes no esporte a nível mundial, cada 1 a sua maneira.

Fotos: Arquivo JHSF/João Pires Foto Jump – Reprodução

A grande diferença entre as 2 modalidades desportivas é o investimento feito nelas. O futebol possui clubes enormes que gastam quantias exorbitantes, tanto em melhorias quanto em merchandising, movimentando boa parte da economia brasileira. Enquanto isso, o tênis amarga na falta de 1 boa estrutura definida e na dependência latente dos dirigentes em relação à Confederação Brasileira de Tênis.

Claro que nada disso impede que o esporte continue vivo, com fãs bem expressivos e atletas em alto nível. 1 dessas atletas é 1 alagoana que se mostra cada dia + contundente no cenário esportivo nacional. O nome da moça é Marina Tavares, e nem precisamos ir tão longe pra encontrarmos 1 prova do talento dela, já que neste último fim de semana foi a grande vencedora do 1º Pro-Am da JHSF.

 

Do que se trata? Torneio exclusivérrimo, selecionando e convidando grandes nomes do tênis nacional e latino-americano pra jogarem com amadores previamente classificados na famosa Fazenda Boa Vista em Porto Feliz, no interior de São Paulo. Entre os profissionais e ex-tenistas presentes, Marcelo Melo, Bruno Soares, André Sá, Flávio Saretta, Ricardo Mello, Júlio Silva, Daniel Melo, Alexandre Simoni, Márcio Carlsson, Gilvado Barbosa, Pablo Albano, Dadá Vieira, Patricia Medrado, Letícia Sobral, Sumara Passos, Ana Paula Zannoni, Nathália Rossi e Luciana Tella, além do chileno campeão olímpico Nicolas Massú e dos equatorianos Nicolas Lapentti e Andrés Gomez, que, aliás, é vencedor do Torneio de Roland Garros.

A competição consistia em formar duplas entre os amadores e os profissionais, deixando os jogos + justos e equilibrados. No masculino a dupla formada por Júlio Silva e Victor Cunha levou a melhor e saiu de troféu na mão. Mas entre tantas feras na categoria feminina, Marina Tavares, fazendo parceria com Fernanda Serur, derrotaram Luciana Tella e Paula Trabulsi na final e se tornaram as grandes vencedoras.

É muito bom saber que temos 1 representante de luxo em terras alagoanas, deixando o esporte brasileiro ainda + diversificado. Ainda + porque, apesar de ter se aposentado das quadras há 8 anos, Marina continua bem ativa no mundo do tênis e inclusive criou o Instituto Marina Tavares com o intuito de passar pra frente o ensino do esporte a crianças carentes como 1 forma de inclusão social. Isto tudo, claro, em Maceió.

Isso porque apesar de viver viajando, a atleta tem seus pés bem fincados em território caeté. Maceió é seu porto seguro, onde moram seus pais e onde vem treinar sempre que pode.

Então a vitória é de Marina, no esporte, na vida… mas a gente pode comemorar como nossa, porque no fim das contas o troféu vem pra casa!!!

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“Design, Transformação e Alma”
   Felipe  Camelo  │     19 de setembro de 2018   │     16:42  │  0

Fazia tempo que eu não via tanta gente bonita e poderosa prestigiando talentos alagoanos como ontem, dia 18, na abertura da 3ª edição da “Mostra + 10 Sollos”, dessa vez com o tema “Design, Transformação e Alma”.

Como o nome já diz, vem com a ideia de homenagear a alma do designer, e faz isso da melhor maneira possível, convidando quem realmente entende do negócio. Arquitetos alagoanos do + alto calibre assinam os 10 ambientes apresentados, sendo 8 deles preenchidos exclusivamente com peças de Jader Almeida.

A mostra tem como objetivo evidenciar as + novas percepções sobre arquitetura, decoração e design de interiores, e pra isso conta com curadoria de Wellington Theotonio e Henrique Gomes. Que, aliás, não poupou esforços em ornamentar o ambiente da maneira + criativa e sustentável possível, inclusive reutilizando muuuuitas garrafas e cilindros jogados no lixo.

Tiago Angeli, Ricardo Leão, Rodrigo Fagá, Camila Oiticica, Creuza Lippo, Sandra Leahy, Jadson Amorim, Laís & Aline Rocha, o próprio Henrique Gomes, Claudia Calheiros, Inês Amorim, Guiga Perman, Gustavo Ramalho e Estúdio Ello, com estilos próprios, pessoais e intransferíveis marcaram seus espaços, recheados de verdadeira arte alagoana, incluindo esculturas, fotografias, pinturas…

E a supercobertura, você confere aqui!!!

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Entre os Melhores, inclusive da TV
   Felipe  Camelo  │     18 de setembro de 2018   │     17:51  │  0

1 das manias que se espalhou entre praticamente todo mundo com o advento da internet foi o hábito de consumir séries de televisão.

Se tratando do povo brasileiro, este formato televisivo nunca pareceu ser unanimidade. Quem tem televisão deve saber que o xodó em terras tupiniquins sempre foi a novela. Na verdade, praticamente todo o público latino-americano sempre preferiu 1 novelão diário em relação àquela configuração americana habitual de apenas 1 episódio por semana. É o que funciona, né? E em time que tá ganhando não se mexe.

É claro que as séries não são nenhuma novidade pr’a gente. Muitas delas já haviam sido importadas décadas atrás e possuíam lá sua audiência. A própria televisão brasileira já possuía suas representantes (nada que fugisse muito do gênero da comédia). A TV à cabo aproximou ainda + os espectadores deste conteúdo, mas no Brasil nunca houve tanto interesse em aderir ao formato como hoje em dia.

Imagem: Reprodução

Afinal, lá no início dos anos 2000, com a chegada da banda larga, a web virou o celeiro de todo tipo de mídia, que poderiam ser disponibilizadas e baixadas com relativa facilidade, e isso incluía as danadas das séries. Assim, ninguém + era refém da televisão. Você não precisaria + esperar a hora da sua programação começar, e sim assisti-la quando bem quisesse.

Começou-se a criar 1 cultura por trás disso tudo. Sites, blogs e fóruns com o único intuito de reunir os fãs de seriados de televisão pra conversarem, obterem informações e debaterem sobre suas séries favoritas. O ‘streaming’ seria o próximo passo, e o resto da história você já sabe. Hoje, a ‘televisão’, se é que podemos chama-la assim, consegue alcançar o patamar e a qualidade de produção que antes se restringia apenas ao cinema. Tudo graças às séries.

Foto: Reprodução

Canais do mundo todo (incluindo brasileiros) correm freneticamente pra produzirem suas séries originais de grande porte, estúdios como Disney e Warner querem ter suas próprias “Netflix”, e astros do + alto escalão de Hollywood se rendem à TV como forma de permanecer nos holofotes.

E por quê isto é do nosso interesse? É porque aconteceu ontem, dia 17, em Los Angeles o 70º Primetime Emmy Awards, ou p’ros + íntimos, apenas Emmy. A maior premiação da televisão americana e a + prestigiosa do mundo quando se trata de séries. É aquela época do ano em que os fãs ficam atentos pra saber se seu programa preferido conseguirá o tão esperado reconhecimento da indústria.

 

 

A cerimônia de ontem foi 1 das + rápidas dos últimos anos, com apenas 3 horas de duração, que já parece muito, mas é 1 acalento pra quem não aguenta as 5 horas costumeiras. Sem enrolação, e indo direto ao ponto nas apresentações dos vencedores, sobrou tempo pr’os discursos, muitos deles em forma de protesto.

O Emmy 2018 representado por Michael Che e Colin Jost. Foto: Reprodução

Como não poderia deixar de ser, rolaram muitos comentários sobre a falta de diversidade em Hollywood, tecla que vem sendo batida com veemência recentemente, seja em festivais ou premiações do meio. Os próprios apresentadores Colin Jost e Michael Che levantaram a bola e, como se não fosse o bastante, ainda não perdoaram na hora de fazer piada com “Roseanne”. A série ficou fora do ar por 20 anos, e foi ressuscitada pela ABC em 2018 com a audiência no teto, só pra ser cancelada depois de pouquíssimo tempo por conta de comentários racistas da protagonista Roseanne Barr no Twitter. Nada + justo!!!

Rachel Brosnahan recebendo seu merecido Emmy. Foto: Reprodução

Apesar de ser 1 prêmio da televisão, quem se destacou mesmo foram as redes de ‘streaming’. A Netflix era a maior indicada do ano, e provou a superioridade sendo também o “canal” com + vitórias empatada com a HBO – foram 6 Emmys pra cada. Enquanto isso, a Amazon, que chegou bem tímida nesta edição, saiu como a grande vencedora da competição. “The Marvelous Mrs. Maisel”, série sobre a inclusão feminina no mundo do humor, ganhou 5 prêmios, incluindo ‘Melhor Atriz em Comédia’ pra Rachel Brosnahan, se tornando a + laureada da noite.

Inclusive, a Netflix que se cuide e lance logo esta 3ª temporada de “Stranger Things”, porque a julgar pelo tamanho daquelas crianças no tapete vermelho, pode ser que elas fiquem adultas daqui pra lá!!!

Foto: Reprodução

 

 

Henry Winkler no papel de Fonzie. Foto: Reprodução

Outra boa surpresa foi a vitória de Henry Winkler como Melhor Coadjuvante em Comédia por “Barry”. Por quê? Porque este prêmio devia ter o nome dele!!! O ator veterano atuou entre 75 e 85 na clássica “Happy Days” no papel do icônico Fonzie.

 

Decerto você já viu 1 personagem principal que chama + atenção que o protagonista. Pois é, este era o caso do Fonzie, que de tão popular virou 1 termo nos corredores de Hollywood pra descrever este tipo de papel. E mesmo com o nome marcado na história da televisão, Henry Winkler nunca tinha ganho 1 Emmy, até ontem é claro!!!

 

Elenco de Game of Thrones comemorando a vitória. Foto: Valeria Macon – Reprodução

Saindo da comédia e indo pr’o drama, o inesperado não se converteu em vitória, mas sim em derrota. “Handmaid’s Tale”, a grande favorita pra arrastar os prêmios do gênero acabou saindo de mãos abanando. Em vez disso, os Emmys ficaram divididos entre “The Crown”, “The Americans”, “Westworld” e a vencedora de Melhor Drama “Game of Thrones”.

Aliás, vitória bem controversa, já que a última temporada da série de fantasia medieval foi considerada pelos fãs e crítica 1 das piores. Se bem que, se tratando de “Game of Thrones”, a pior temporada ainda pode ser considerada muito melhor do que muita coisa que a gente assiste por aí.

 Foto: Kevin Winter – Reprodução

Agora se você já esperava tudo isso que falamos aqui, duvido muito que pudesse prever o pedido de casamento em plena cerimônia.

Foi isso mesmo! Ocorria tudo como esperado, até que Glenn Weiss, o diretor da premiação do Oscar, subiu no palco pra pegar seu Emmy de Melhor Direção em Programa de Variedades. Até aí tudo bem, mas o rapaz de 57 anos aproveitou seu discurso de agradecimento pra pedir sua namorada em casamento, e pra surpresa de absolutamente ninguém, ela aceitou. Não só isso, ela foi lá em cima receber sua aliança. O suficiente pra levar os atores e produtores presentes às lágrimas.

Tentativa de sabotar a premiação rival?!?!!?? Duvido muito, mas se foi, Andy Samberg e Sandra Oh deram 1 jeito de descontar quando foram anunciar 1 dos vencedores da noite. A asiática, que fez história este ano concorrendo ao Emmy de Melhor Atriz em Drama, simplesmente rasgou o envelope dado a ela e anunciou no microfone “LA LA LAND!!!”. 1 tremenda “zoeira” em alusão à gafe cometida pela produção do Oscar no ano passado.

1 brincadeirinha que na verdade diz muitas coisas nas entrelinhas.

 

 

1º que é a televisão simplesmente rindo da fuça do cinema, e 2º que… isso já basta. 1 não é menor que o outro como muitos já pensaram e o que essa nova geração de seriados mostra é que, pelo menos em qualidade, os 2 são iguais.

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Nas Telonas, e Bem + Perto do que Parece
   Felipe  Camelo  │     17 de setembro de 2018   │     17:15  │  0

Há alguns dias fizemos 1 especial em 2 posts aqui no blog sobre o Festival de Veneza e os filmes + esperados da edição deste ano da mostra de cinema italiana.

Vale acesso: Quando em Veneza… e …Faça como os Venezianos

Imagem das filmagens de “Roma” de Alfondo Cuarón. Foto: Reprodução

Como apontamos na postagem, “Roma” de Alfonso Cuarón era o grande favorito na competição pelo Leão de Ouro, o prêmio máximo na seleção veneziana. No final, todo o favoritismo foi convertido em iminente vitória. Pelo reconhecimento, o longa, totalmente filmado em preto e branco, e falado em espanhol, foi escolhido pra representar o México numa possível indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Com a temporada da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas finalmente aberta, os estúdios, distribuidoras e produtoras independentes começam 1 corrida frenética pra mostrar serviço pra imprensa e pr’os principais nomes da indústria. É terminando 1 festival e começando outro.

Cena de “Green Book” de Peter Farrelly. Foto: Reprodução

Na última semana, Toronto foi o palco da vez. “Green Book” de Peter Farrely (aquele cara que dirigiu “Débi e Loide”, “O Amor é Cego” e outros filmes do tipo) surpreendeu a todos e se tornou o vencedor da mostra canadense. Apesar do histórico do diretor, seu novo longa se passa nos anos 60 e trata-se de 1 drama baseado em fatos, sobre 1 fanfarrão interpretado por Viggo Mortensen que é contratado como motorista de Mahershala Ali, na pele de 1 pianista, numa turnê pelo Sul dos Estados Unidos. Só tem 1 problema: o músico é negro, e neste caso, esta é a pior região pra se viajar em plena segregação racial.

Parece interessante, parece muito bom. Mas passada a empolgação, precisamos dar atenção pra outros festivais importantes do seguimento, alguns até bem + perto do que imaginamos.

Por exemplo, aqui em Alagoas, nós teremos o Circuito Penedo de Cinema entre 26 de novembro e 2 de dezembro. Inclusive já fizemos matéria explicando sobre como esta tradição penedense começou lá nos áureos anos 70, e felizmente é resgatada hoje em dia.

Vale acesso: Em Penedo, 3 em 1

Foto: Jonathas Medeiros – Reprodução

O fato que deixamos passar, e que agora abordamos na tentativa de nos redimirmos, é que no início deste mês foi revelada a lista dos 52 curtas-metragens que irão compor as 3 mostras competitivas do circuito: O Festival do Cinema Brasileiro, o Festival de Cinema Universitário de Alagoas e a Mostra Velho Chico de Cinema Ambiental.

Nesta edição houve até recorde quebrado. Ao todo, 592 filmes de todo o Brasil foram inscritos. O trabalho de curadoria das obras passou pelas mãos competentes de pesquisadores, professores da Universidade Federal de Alagoas, autoridades da cultura local e atuantes da área do cinema. Rio de Janeiro está bem representado com 9 filmes em competição, enquanto Alagoas e São Paulo tem 7 produções cada 1, seguidos por Goiás e Minas Gerais, que tiveram 4 filmes selecionados.

A lista completa você pode conferir aqui.

O melhor é que não para por aí. Porque desde o dia 4 estão abertas as inscrições pra IX Edição da Mostra Sururu de Cinema Alagoano. Principal vitrines em âmbito regional, desde 2009 tem revelado jovens cineastas caetés e promovido o diálogo e a fomentação de 1 cenário audiovisual local.

O Sururu acontecerá entre os dias 1 e 4 de novembro no Centro Cultural Arte Pajuçara, só 1 pouquinho antes do Circuito de Penedo, e as inscrições estão abertas até 6 de outubro. Então se você tem 1 produção caseira guardada à 7 chaves, 1 vídeo experimental que nunca mostrou pra ninguém ou 1 filme do qual ‘fez das tripas coração’ pra concluir, essa é a hora de mostrar. Basta apenas ser alagoano, ter filmado em solo alagoano, ou comprovar residência em Alagoas por pelo menos 2 anos.

Fica passada a mensagem. Entre novembro e dezembro não é só a corrida do Oscar que fervilha nas telonas. Alagoas também é cinema!!!

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