Monthly Archives: maio 2018

“Alavantu” à Vista
   Felipe  Camelo  │     25 de maio de 2018   │     16:47  │  0

+ do que qualquer outra, o São João é a festa dos nordestinos. Então ninguém melhor que os próprios pra comemorá-la como manda a cartilha.

Ao mesmo tempo, não é surpresa pra ninguém que Alagoas, apesar de se encontrar em tal região, há 1 bom tempo está longe de ser expoente quando o assunto é festa junina. Isto parece mudar este ano, ou pelo menos é o que promete a Prefeitura de Maceió e a Fundação Municipal de Ação Cultural, que planejam competir diretamente com consagrados bastiões dos folguedos nordestinos, como Paraíba e Caruaru. Na programação, grandes nomes do atual cenário musical brasileiro, como Marília Mendonça e Gusttavo Lima, a partir de 22 de junho.

Lembrando que nós demos esta notícia, em 1ª mão, aqui no blog, há algumas semanas.

Vale acesso: São João em Maceió é Praia, Festa e Forró

Pr’os maceioenses de plantão e, claro, pra quem quer que tenha interesse em vir soltar 1s fogos no paraíso das águas, fica a dica: caprichem no figurino matuto, se entupam de milho (a dieta pode esperar), mas não esqueçam também das responsabilidades que a época pede. Se forem beber, não dirijam – a lei seca não perdoa, nem a chuva, e talvez nem seu senso de direção. Se acenderem fogueira, cuidado com crianças por perto. E se tiverem cães, gatos… bichos de estimação em geral… polpem os bichinhos de bombas, estalos bebé, ou quaisquer outros artifícios que façam muito barulho. Eles agradecem!!!

O certo é que estamos no finalzinho de maio (quase lá!!!), e é normal a ansiedade tomar conta, mas pra quem não aguenta + esperar, sempre há 1 alternativa, e o São João pode estar + perto do que pensávamos.

Por exemplo, pra quem estiver no Parque Shopping Maceió durante as 6 horas da tarde de hoje, a abertura da “mais nordestina de todas as festas” acontecerá antes do previsto. A Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com o Celebration Entretenimento, dará início ao São João 2018, agitando o estacionamento do shopping da Cruz das Almas com as bandas Brasas do Forró, Forrozão das Antigas e os cantores Highlander e Paulinho Balbino.

A festa “acontece como forma de fomentar a cultura entre os alagoanos, além de levar o autêntico forró nordestino aos presentes”, tudo isso no cenário tipicamente junino da vila cenográfica que já esteve aberta ao público nos últimos dias, com muita comida típica, ritmo matuto e decoração temática.

Então se você é doido por Festa Junina, vale conferir muito!!!

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Combatendo, na Paz
   Felipe  Camelo  │     24 de maio de 2018   │     17:31  │  0

Às voltas do Dia Internacional do Combate à Homofobia e às vésperas da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, agora, + do que nunca, é 1 boa oportunidade pra discutir a integração e aceitação da comunidade LGBTQI+ na nossa sociedade.

Mesmo podendo brandar algumas vitórias ao longo dos anos (todas muito suadas, é claro), como a liberação do casamento gay em alguns países, e o reconhecimento do nome social pra transgêneros, seria 1 erro grotesco afirmar que gays, lésbicas, transsexuais, ‘queers’, intersexuais e afins, possuem os mesmos direitos que a “maioria” heterossexual cisgênero. Na teoria tem, na prática não é bem assim.

Fotos: Reprodução

Na realidade, a exclusão deste grupo, + antigo que o fogo, e maior do que o armário gostaria de permitir, se encontra velada em vários âmbitos. Em casa, nas escolas, no trabalho… Pra se ter 1 ideia, de acordo com o Center For Talent Innovation, 61% das pessoas que se enquadram no grupo LGBTQI+, e estão no mercado de trabalho, escondem sua sexualidade ou identidade de gênero. Motivo?

O medo de ter seu mérito, capacidade ou competência, diminuídos pela sexualidade. 2º o site Out New Global, a homofobia já custa cerca de US$405 bilhões à economia brasileira. E isso é só no Brasil.

Por isso é preciso aproveitar estas épocas, em que os movimentos de reafirmação na diversidade estão fortes, pra levantarmos o diálogo sobre a intolerância tão presente no subconsciente coletivo, mas também honrar aqueles que lutaram, e lutam até hoje, pela conquista dos seus direitos. Morais, éticos e, sobretudo, humanos.

Por exemplo, aqui mesmo, foi realizada audiência pública na Câmara Municipal de Maceió no último dia 17, não por coincidência, Dia Municipal do Combate à Homofobia. A ocasião foi 1 solenidade à travesti Driely Reis, assassinada em setembro, em seu próprio apartamento. Sua morte foi a culminação de outros 22 assassinatos cometidos contra pessoas LGBT na capital, só em 2017.

Ainda foram concedidas congratulações à transexual Fabíola Silva; a travesti Cris de Madri; a atriz e diretora de arte Dinah Ferreira; o Grupo Cultural Transhow, que retratou a história de Driely em espetáculo; e Rosemary Bernardo de Oliveira, que já citamos anteriormente aqui no blog, mãe de um jovem alagoano transgênero. Todas lembradas pelo serviço prestado ao combate a homofobia.

Vale acesso: Diversidade + Respeito = Educação

Sem falar da presença de Jani Di Castro, lenda viva da comunidade artística LGBT, ativa desde o auge da ditadura militar. Ela estará às 7 e 1/2 da noite de amanhã, no Teatro Deodoro, com seu espetáculo “Jane Di Castro em uma Divina Diva”. Participações especiais de Natasha Wonderfull, Andreia Vallois, Baby Lecleryr, Bárbara Nagman e Haleemah Luna. Podemos esperar muito humor ácido, principalmente a respeito do dia-a-dia do LGBTQI+ no Brasil.

Vale conferir!

Só pra terminar, é sempre bom apresentar novidades, ainda + quando elas tem um ‘quê’ de subversão e criatividade tão grande, mesmo que saia do eixo caeté.

No ano passado foi criada a Taça Hornet de Futebol da Diversidade. Trata-se do maior evento LGBT do Brasil, que na semana que vem, dia 1º de junho, chega na sua 2ª edição em São Paulo. São 15 times, 240 jogadores, todos homens gays, bissexuais ou transsexuais. Tapa na cara do futebol tradicional, que sempre pareceu carregar em sua gênese 1 de suas piores facetas: o lado machista e homofóbico.

O campeonato faz parte do calendário oficial da Parada de Orgulho LGBT de São Paulo, conhecida como a maior do mundo. A fase de grupos conta com times de 7 estados do Brasil, com nomes ainda + criativos que a própria iniciativa, como Alligaytors, do Rio de Janeiro, ou os Bhbarbixas, de Minas Gerais. Os jogadores de maior destaque serão destacados pr’um time misto, que irá representar o Brasil no 10º Gay Games, que acontece em Paris, em agosto.

Dito isto, não podemos esconder nosso sentimento de que o mundo seria bem + triste sem a comunidade LGBTQI+.

Viva à diversidade! E viva aos gays, lésbicas, transgêneros… ou sejam lá o que forem, no fim, somos todos humanos.

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Cultura, da África a Alagoas
   Felipe  Camelo  │     23 de maio de 2018   │     16:51  │  0

O Brasil está recheado de influências da cultura africana.

Desde a culinária, à forma de mexer o corpo por meio das danças típicas, até a religião; nossas terras caetés, e a maior parte do Brasil, sobretudo o Nordeste, carregam em sua gênese muito das tradições negras. Infelizmente toda esta cultura tão rica foi trazida até nós através de 1 das maiores vergonhas da história da humanidade: a escravidão.

Se tratando de Alagoas, muitas relações foram feitas, lá atrás, no século XVIII, com países africanos, por conta justamente do tráfico de escravos. A República de Benin, por exemplo, era 1 destas relações. Séculos, e muito desenvolvimento intelectual (que parece faltar em alguns seres humanos até hoje), depois, chegou a hora de Alagoas recompensar, através da única contribuição que 1 crime hediondo, como a escravidão, poderia proporcionar. Estamos falando exclusivamente da Cultura.

Desde o último dia 13, alagoanos em ‘Missão Cultural na República do Benin’ com liderança do presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural, Vinicius Palmeira. A viagem antropológica que acaba hoje tem como objetivo realizar reuniões, conferências e visitas técnicas pra reafirmar os laços com o país africano e deixá-los cientes da importância e influência que eles tem sobre nosso povo, além da quantidade de sua descendência encontrada em boa parte de Maceió.

Fotos: Acervo Pessoal – Reprodução

“Fortalecer nossos laços é revigorar nossa personalidade como povo e referendar uma de nossas identidades culturais, tão importante para o distanciamento aos sentimentos racistas”, 2º Palmeira. Além dele, participam da Missão Cultural o arquiteto Mário Aloísio Barreto Melo, a antropóloga Raquel Rocha, o artista visual Francisco Oiticica, o babarolixá e historiador Célio Rodrigues, a jornalista Valdice Gome e o estudante de agronomia da Ufal e diásporo do Benin em Maceió Aurel Allagbe.

Esperamos ansiosos pela quantidade de preciosa carga cultural que a missão deve trazer da República de Benin, que, se depender do que podemos presenciar por aqui, a tem de sobra. Por sorte não precisaremos esperar muito, já que recebemos fotos exclusivas da viagem, enviadas por Vinicius. De acordo com o próprio: “Cores, estampas, grafismos, por todo lado, por todo canto, em todo mundo. É lindo!”

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“Dá Deus o Frio conforme a Roupa”
   Felipe  Camelo  │     22 de maio de 2018   │     15:21  │  1

É de conhecimento geral que o verão chegou ao fim.

Tá bom que o clima da nossa terrinha Alagoas é bem inconstante, e o solzão pode aparecer a qualquer momento, como sempre bem forte, do jeito que a região pede. Mas não se engane, a chuva é traiçoeira, e quando vem, não dá trégua. Alívio pr’os que são aversos ao calor, mas 1 grande preocupação pra quem vive em situação de vulnerabilidade. Além de ter que se preocupar com deslizamentos e enchentes, também precisam estar atentos ao mal silencioso que o clima acarreta: o frio.

Pr’aqueles que vivem na rua é com certeza 1 fator que gera muito desassossego. Por isso é costumeiro desta época que os + privilegiados (os que se preocupam) juntem os “trapos” que não usam + pra doar pra quem + necessita. Claro que é necessário o mínimo de empatia – nada de doar roupas rasgadas, mofadas ou encardidas – afinal, outra pessoa vai usar.

Pra quem já possui esta prática, é comum às vezes ficar com gostinho na boca de “podia ter feito +”. Por exemplo, seria muito legal se pudéssemos doar nossas roupas de baixo também, não é mesmo? Tirando o fato de ser extremamente repulsivo em muitos níveis, é claro. Bom, eu não sei quanto à calcinhas e cuecas, mas as meias a gente pode dar.

Curioso? Vou explicar.

Imagens: Reprodução

O projeto Meias do Bem recolhe meias usadas em todo canto do Brasil e as transforma em cobertores, que são direcionados pra pessoas que moram na rua. Iniciativa da Puket, que há + de 30 anos é referência no seguimento. O negócio é que desde seus primórdios a empresa manda todo seu resíduo têxtil pra fábricas de cobertores ao invés de simplesmente jogá-lo no lixo. Não foi + difícil que somar 2 + 2 pra perceber que o que eles já faziam poderia ajudar muita gente.

Funciona assim: você separa seus pares de meia e leva a algum ponto de coleta nas + de 160 lojas espalhadas pelo país. Todo o material recolhido será higienizado, triturado e transformado em cobertores a serem distribuídos pelas + de 250 ONGS cadastradas no projeto.

Desde o começo do Meias do Bem, lá em 2013, já foram + de 1 milhão de pares de meias usadas coletados. Ao todo, 25 mil cobertores entregues em conjunto com outros 25 mil pares de meias novos, oferecidos pela própria campanha.

1 boa maneira de ajudar a quem realmente precisa, simplesmente tirando as meias, e calçando 1 coisa chamada “humildade”.

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Quando Festa é Cultura
   Felipe  Camelo  │     21 de maio de 2018   │     16:23  │  0

Nem sei se é surpresa pra alguém, mas maio está chegando ao final.

E sabe o que isto quer dizer? Estamos cada vez + perto daquela, que é considerada por muitos, a maior comemoração brasileira do ano, junto com o Carnaval, é claro. Estamos falando do São João!! São Pedro, Santo Antônio…

Em menos de 1 mês as ruas serão tomadas pelo calor das festas juninas, no ar, o cheiro de milho cozinhado, e também pelo barulho ensurdecedor dos fogos de artifício. É certo que este ano teremos muitas atrações aqui mesmo em Maceió, e pra felicidade de todos, a grande maioria é gratuita. Ainda assim, muita gente, principalmente das comunidades caetés + carentes, não tem acesso a essas festividades.

Por isso é preciso louvar atitudes como a do Instituto Boi Bumbarte, comandado por Susie Cysneiros & Wilson Miranda, aquele mesmo que desde 2010 promove o ‘Palco Aberto’. Desta vez leva a Fernão Velho o ‘Projeto Alagoas nossa terra na escola’, trabalhando folguedos populares e empreendedorismo de forma gratuita e aberta à população.

Fotos: Reprodução

A última etapa desta 1ª fase do projeto aconteceu na última 5ª, dia 17, na  Escola Hermínio Cardoso, onde todas as atividades estão sendo realizadas. Neste 1º momento, “Tempo de engajamento”, voltado para pais, funcionários, professores e direção escolar.

A fase seguinte acontecerá já na próxima 4ª, com oficinas lúdicas sobre o Pastoril e apresentações culturais, e no sábado, apresentação do Grupo Recordar é Viver. Mas não para por aí, a 3ª parte está reservada pr’o desenvolvimento do que foi aprendido, com oficinas de música, dança e indumentária; enquanto na 4ª, será hora de compartilhar, com apresentações de todo trabalho executado ao longo do Projeto, juntamente com feira criativa. Tudo isso entre maio e julho, aplicando também os folguedos Bumba Meu Boi e Guerreiro.

Quem disse que o São João é só da burguesia? São projetos assim que provam o contrário. A população agradece!!!

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