Violência como Cena Urbana
   Felipe  Camelo  │     9 de março de 2018   │     16:49  │  0

A violência é preocupação constante em Maceió.

A capital continua amargando o ranking das cidades + violentas do mundo, e subindo gradativamente. Estamos em 14º lugar em lista feita anualmente pela organização de sociedade civil mexicana Segurança, Justiça e Paz, que toma como base taxas de homicídios por 100 mil habitantes. Declínio considerável desde a última análise, quando ocupávamos a 18ª colocação. Constatação alarmante, já que dentre as 17 cidades brasileiras presentes, a nossa é a 5ª da lista, ficando atrás apenas de Natal, Fortaleza, Belém e Vitória da Conquista.

Ironicamente a notícia é publicada no mesmo dia em que a Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas anuncia que, 2º dados de seu Núcleo de Estatística e Análise Criminal, o estado obteve no mês passado diminuição de 43,1% no nº de homicídios em relação a 2017, sendo 1 pouco maior na capital, com 51%.

E a contradição têm  porquê: apesar de parecer muito, a situação está longe de ser ideal. Se em fevereiro deste ano foram 36 homicídios registrados, no do ano passado 73. Ou seja, trocamos o absurdo pelo inacreditável.

Quem dera esses nºs fossem apenas teóricos.

+ do que palpáveis, já viraram cotidiano. Quem nunca escondeu o celular pra poder sair de casa a pé? Quem nunca torceu pra ter lugar vago na frente do ônibus, só pra não correr o risco de ser assaltado atrás? Estamos tão acostumados com a violência que nem a sentimos +, simplesmente aceitamos. Ela está nas esquinas, nos bares, em casa, no trabalho… As vezes nos lugares + inusitados.

Hoje mesmo, passando em frente ao Parque Shopping, na Cruz das Almas, quando me deparei com 1 carro branco em alta velocidade na contramão. O veículo entrou brutalmente num posto de gasolina, e 4 homens saíram correndo armados. Eram policiais à paisana. Eles prontamente renderam outros 4 ou 5 rapazes em motos que acabavam de chegar ao local. O que realmente espanta é que até o momento desta postagem não há nenhuma notícia a respeito do ocorrido, e na correria também não pude sair pra apurar o caso, mas mesmo sem entender muito bem a razão e o porquê, pude capturar estas tristes imagens.

 

O tráfego andou, as buzinas soaram, vida que segue, + 1 dia na capital alagoana.

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