“Minha Mãe é uma Peça”
   Felipe  Camelo  │     22 de setembro de 2017   │     10:00  │  0

Com certeza, este grande espetáculo, que já levou + de 2 milhões de pessoas aos teatros, confirma a excelência de sua produção nacional, e obviamente a local tinha que ter também 5 *****, Sue Chamusca & Silvana Valença, ativas parceiras desta Organização da Arnon de Mello. Texto completo e na íntegra, enviado pela produtora.

Fotos: Reprodução

“Onze anos após sua estreia, ‘Minha Mãe É Uma Peça’ volta aos palcos. A remontagem vem para brindar e comemorar a brilhante trajetória de Dona Hermínia, personagem que conquistou todo o país e que já levou mais de 2 milhões de espectadores aos teatros e 15 milhões de espectadores aos cinemas de todo o Brasil, com os filmes Minha Mãe É Uma Peça 1 e 2.

Em Maceió, o espetáculo será apresentado no dia 24 de setembro, no Teatro Gustavo Leite – Centro de Convenções.

Nessa reedição, chamou-se o aclamado cenógrafo Zé Carratu, que imprimiu sua sofisticação a nova ambientação da peça e a figurinista Reka Koves, que trouxe a contemporaneidade ao visual da personagem. A iluminação é de Marcos Olivio, um craque, e a trilha sonora renovou-se na antiga e ultra bem sucedida parceria com Zé Ricardo.

A direção continua com o talentosíssimo João Fonseca, premiado diretor de inúmeros sucessos do teatro brasileiro, parceiro já de longa data do Paulo em diversos trabalhos. Quem assina esse extraordinário texto e dá vida a fulgurante Dona Hermínia, personagem com rara carga de humanidade, fator que gera identificação maciça do público, é o ator Paulo Gustavo, que consegue eletrizar o público com a mais perfeita tradução da personagem que ele mesmo criou.

O Espetáculo:
Em princípio, todo o texto que aborde de maneira sensível as relações familiares, especialmente de pais e filhos, já tende a garantir uma identificação com a plateia. Contudo, Paulo Gustavo transcende os estereótipos e clichês e com um olhar agudo, acessa de forma sensível o delicado e muito bem-humorado universo de Dona Hermínia. O ator ao adentrar nos meandros e melindres de Dona Hermínia e sua família, captados no texto, mas, sobretudo, nos jeitos e trejeitos dessa Mãe, está falando de todas as famílias brasileiras.

Mais ainda, a peça fala de afeto, de laços familiares que superam ‘entreveros’ e ‘confusões’. Dona Hermínia é uma mulher madura, aposentada e sozinha, cuja maior ocupação é justamente procurar o que fazer, uma vez que seus filhos estão crescendo e não precisam mais de seus cuidados e broncas. É este o universo da personagem que, na falta de trabalho e romance e entre uma conversa e outra com a tia idosa, a vizinha fofoqueira e a irmã confidente, ainda precisa manter a sua condição de mãe às voltas e preocupada com problemas dos filhos.

O que pode faltar em ‘simpatia’ a Dona Hermínia, sobra em graça. A personagem é divertidíssima. Bom para a plateia; afinal, rir dessas mulheres é um bom modo de não enlouquecer junto com elas.

Para este espetáculo, Paulo Gustavo, trouxe à tona a espantosa bagagem de suas experiências e observações domésticas, compondo com elas um espectro dos humores femininos, gestos, trejeitos, falas, atitudes, achaques e ataques, oferecendo uma minuciosa observação do cotidiano brasileiro que resultou numa comédia especialmente sensível e bastante divertida.

FICHA TÉCNICA
Texto e Interpretação: Paulo Gustavo
Direção: João Fonseca
Cenário – Zé Carratu
Figurinos – Reka Koves
Iluminação – Marcus Olivio
Trilha sonora – Zé Ricardo
Produção executiva – Diogo Canto
Direção de Produção: Claudio Tizo”

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