Amizade & Arte, 30 Anos
   Felipe  Camelo  │     2 de dezembro de 2016   │     13:54  │  0

“A exposição itinerante ‘Radiografia Urbana II’ foi inaugurada na última 5ª feira, 24, na Galeria Gamma. Resultado de estudo e parceria de mais de três décadas entre Vera Gamma e Rogério Gomes, a mostra concretiza a realização de um trabalho específico no qual os artistas põem em prática a ação conceitual aludida, como alicerce à contemporaneidade da arte, inferindo interesses arrogados à percepção da cidade como um organismo vivo e mutável.

Convite Virtual Radiografia Urbana II

Fotos: Reprodução

Radiografia Urbana iniciou sua itinerância em fevereiro deste ano, em São Paulo, na Luis Maluf Art Gallery. Lá a curadoria foi assinada por Ana Cristina Carvalho. Em Maceió, a curadoria fica por conta da arquiteta Carol Gusmão. Trata-se de um projeto itinerante, no qual modificações visuais e iconográficas vão acontecendo reguladas por novas experiências e observações absorvidas pelos artistas nas cidades onde a mostra vai acontecendo, sem que se perca a concepção fundamental do escopo originário: explorar a intimidade da urbe como elemento vivo sujeito a mutabilidade sócio conjunturais.

Para Carol Gusmão, Radiografia Urbana II se faz enquanto plástica e também convite à reflexão sobre o ser o e estar contemporâneos. De maneira exemplar, nos indica que estas ações podem se tornar um árduo exercício, e onde nossas escolhas são as únicas a nos conduzir perante o que desconhecemos e aquilo que nos aliena da própria humanidade. ‘A harmonia existirá, mas não virá de outrem que não nós mesmos’, declara Gusmão.

Rogério Gomes e Vera Gamma. Foto por Rafael Almeida.

Nesse contexto, Vera Gamma sublinha, através de suas obras, paisagens aparentemente intangíveis, mas que, através de uma arquitetura geográfica, trazem à tona, plasticamente, as forças com as quais o espaço se organiza no interior profundo de tempos para aquém e além de nosso alcance.  O olhar da artista rasga, corta, esgarça, penetra, observa e registra metodicamente a matéria bruta da qual toda origem parece ser gerada.

Ao elidir a figura humana, Rogério Gomes nos conduz delicadamente a um universo cenograficamente esvaziado, e onde a ação criativa (humanizada) se mixa à solidão cotidiana do sujeito inerte (desumanizado), retecendo relações entre a entropia e a necessidade da ordem, entre o apolíneo e o desejo pelo dionisíaco.

Gusmão faz um contraponto entre a obra de Vera e Rogério, ‘Se Gamma nos faz penetrar no escuro profundo da matéria orgânica, Rogério Gomes nos oferece o outro gume da faca: aquele que, sendo ‘demasiadamente humano’, evoca os paradoxos que sempre foram pertinentes à construção destas imagens-corpo-cidades’”.

Com esse texto profundo, complexo e completo de Iranei Barreto, não preciso dizer + nada.

Confira 1 ‘curta-metragem’ do que rolou na inauguração da exposição

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