“Made in Alagoas/ Rock 100% Autoral”
   Felipe  Camelo  │     13 de outubro de 2016   │     12:54  │  0

banda dharma

Foto: Reprodução

Os 1ºs passos na ‘trilha Rock’ parece que sempre começa movido pela amizade e, claro, o gosto pela música. Foi no começo dos anos 2000, que amigos se reuniram em torno de composições, passaram a tocar juntos, e com os ensaios cada X + frequentes, deram origem à banda Dharma.

banda dharma 3

Foto: Jr Lima

Depois de 1 pausa de + 10 anos, voltam à cena, com novo CD, ‘A Cor do Céu Mudou’, com 10 canções totalmente autorais. Produzido ao longo de quase 1 ano, aqui em Maceió, reunindo Bruno Tenório (violino), Dinho Zampier (piano/teclado) e Miran Abs (violoncelo), foi lançado há alguns dias nas principais plataformas digitais.

Se antes se definiam como Rock alternativo, grunge, hoje preferem dizer que são Rock. A atual formação tem Gustavo Guri, que divide os vocais e guitarras com Marcinkus Bandeira, Ricardo Aquino (baixo) e Wendell Lima (bateria).

Ah! E as músicas estão disponíveis no bandadharma.com.br

Confira a entrevista com Gustavo Guri, editada pela jornalista Telma Elita.

Conta um pouco da história do grupo.

A banda nasceu no inicio dos anos 2000. Eu tinha algumas composições muito simples engavetadas, algumas com apenas duas notas, e não tinha muita coragem de mostrá-las. A ideia de começar uma banda foi se fortalecendo e acabei mostrando essas composições para alguns amigos que tinham uma grande afinidade musical e que mais tarde fundariam a banda Dharma. O nome Dharma foi sugerido pelo Marcinkus e acatado meio que de forma unânime e instantânea por todos. Ele trazia o tom sério e universal que queríamos. Até aquele momento, só tínhamos nomes engraçados, como “Asquelmintos Velejantes” ou “Strez”.

Vocês chegaram a lançar um primeiro CD. Depois houve um intervalo de anos. Como se deu o retorno do grupo?

Em fevereiro do ano passado, no aniversário do Marcinkus, nós tiramos um som, relembramos algumas músicas. Ali surgiu a ideia de marcarmos um ensaio. A princípio, seria algo totalmente despretensioso, mas creio que com a quantidade de músicas novas e a necessidade de criação acumuladas, um projeto mais profissional tomou forma. A troca de informações e o processo criativo foi intenso neste retorno. Precisávamos gravar um novo disco.

Você participou da composição de todas as músicas. Como é o processo de criação?

O núcleo de composição da banda se situa entre eu e o Marcinkus. Nós trocamos muitas ideias. Às vezes um cria um verso e o outro faz o refrão, um cria uma intro e o outro produz uma ponte. Não existe uma fórmula definida, mas parece haver uma química muito bacana, acredito que por termos tido uma “formação musical” muito parecida. Mesmo a banda tendo um núcleo de composição, nós gostamos muito quando os demais membros participam. O Ricardo, por exemplo, em Humanoides, durante o processo de produção, disse que sempre que ouvia o refrão (ainda sem letra), entendia: “Não vê que o céu mudou…”. Então desenvolvi toda a ideia da letra ao redor dessa frase. E acho que o resultado ficou interessante. Outro exemplo bacana é o da minha esposa que escreveu a letra de O Surto. Eu achava a melodia muito bacana, mas não conseguia encaixar uma letra interessante, foi aí que ela pegou um papel e escreveu toda a letra em questão de minutos. A letra foi baseada na história de um amigo em comum. Depois das composições estruturadas e com letras, é hora de ir pro estúdio pra cada um desenvolver os arranjos, outra parte muito importante no processo.

Como você definiria o som da Dharma?

Antigamente, a gente definia como rock alternativo, grunge, mas acredito que hoje somente rock define muito bem o que nós tocamos. Acredito que depois de todos esses anos haja uma identidade muito forte nas composições e no estilo. O nosso objetivo é ser uma banda de rock nacional com identidade própria.

Quais são as influências musicais?

No início, nós ouvíamos muito as bandas do grunge, pós-grunge, neo-metal e rock alternativo. Também sempre curtimos muito o rock inglês. Hoje a banda não se atém a esses estilos. Eu mesmo ouço muito jazz e blues, algumas bandas de metal mais modernas. Cada membro tem os seus gostos particulares, como o baterista que curte muito hardcore e punk rock. Acho essa mistura muito importante.

E por que A Cor do Céu Mudou como título desse segundo disco?

Achamos que essa frase representa a nova fase da banda. Sempre que a cor do céu muda indica que o ambiente mudou e o tempo passou. É exatamente isso que queremos passar com essa frase, uma nova fase, um novo ambiente, um novo clima. O título do álbum indica também que, mesmo que a cor do céu mude, nós precisamos nos adaptar, precisamos nos tornar melhores para enfrentar o presente, pois o tempo sempre vai passar, para todos nós. Esse é o significado da frase em Humanoides, onde existe uma reflexão sobre o fanatismo que cega e não deixa as pessoas se adaptarem ao novo mundo.

O CD foi lançado em plataformas digitais – iTunes, Deezer, Spotify, entre outras. Será o meio exclusivo?

Não. Estamos em fase final de negociação com a fábrica e acreditamos que até o final de outubro vamos ter mil cópias físicas.

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