“40tão”, em Plena Forma
   Felipe  Camelo  │     2 de junho de 2016   │     12:29  │  0

CAPA PALCO

Nivaldo Vasconcelos / Estúdio Atroá

Foi pelo engajamento da maestrina Maria Augusta Monteiro, em 1975, que surgiu o Coral do Instituto Federal de Alagoas. A ideia era aumentar a cultura musical nas antigas Escolas Técnicas Federais, e hoje é 1 dos grandes responsáveis pelo fortalecimento da música e do canto em coral no estado.

Honrando a genética de sua mãe, a maestrina Fátima Menezes assumiu o comando nos anos 80, tendo sido o 1º Coral a focar na Música Popular Brasileira, retratando o folclore nordestino e toda a riqueza musical de Alagoas, misturando com teatro, dança e efeitos tecnológicos nos espetáculos temáticos ‘Canto por Todos os Cantos’, ‘Ecos: Brasil 500 Anos’, ‘Cantando o Natal’, ‘Retrato Cantado do São Francisco’ e ‘Baião de Dois’.

Coretfal começou a se destacar país afora em 1982, quando participou com a Orquestra Filarmônica de Maceió, do Projeto Aquarius, promovido pelo Ministério da Educação.

1 ano depois, a 1ª premiação, no Festival Maranhense de Coros, onde foi escolhido ‘Coral Revelação’. A partir daí, só vitórias.

Em 1993, ‘Canto de Todos os Cantos’ resgatou a tradicional música brasileira, passando pelo Sul e Sudeste, além do Uruguai e Argentina, sendo a 1ª turnê internacional do Coral. Após 2 anos, atravessou o Atlântico e foi se apresentar na Holanda, sendo o único coral brasileiro convidado. No roteiro, Itália, Suíça, Bélgica, Alemanha e Áustria. Quando voltou, foi condecorado com a Comenda Jorge de Lima.

A convite da Rede Globo, em 1998, o Coretfal se apresentou na inauguração do relógio criado pelo designer Hans Donner, colocado na Pajuçara, como parte da apresentação oficial do ‘Projeto Brasil 500 anos’. Já em 2004, o Coral foi o protagonista na chamada de fim de ano da TV Gazeta.

Desde de sua criação, vem participando de festivais e encontros de Coros, não só no Brasil, mas também na América Latina e Europa. Em 2010, foi o único da América do Sul a participar do Festival Heart of Europe na Alemanha, nas categorias ‘Música Secular’ e ‘Música Folclórica’. Em 2015, participou da comemoração dos 200 anos de Maceió.

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Nivaldo Vasconcelos / Estúdio Atroá

E é por toda essa história, que o Coretfal produziu ‘Cantotempo’, celebrando seus 40 anos de atividade e homenageando Maria Augusta Monteiro. E no projeto “Teatro Deodoro é o Maior Barato”, volta aos palcos.
“O espetáculo ‘Cantotempo’ remete à gratidão, ao companheirismo e ao tempo, vivenciados nas últimas 4 décadas, por meio da música e performances que marcaram a atuação do coral por onde passaram”.

2° o diretor René Guerra, ‘Cantotempo’ fala sobre “O poder da música em relação ao destino das pessoas; sobre o tempo de cantar; sobre a capacidade que o cantar em coro tem de transformar vidas; sobre o sonho de ser artista. Eu diria que é 1 espetáculo de celebração à vida e aos encontros proporcionados pela arte. E quando o grupo pisou no palco, nas apresentações de estreia, tudo isso foi referendado. Ter sido selecionado para participar do Teatro Deodoro É o Maior Barato é uma honra que reafirma essa proposta construída a muitas mãos e muitas ideias”.

A produção e montagem de ‘Cantotempo’ levou cerca de 1 ano, e apresenta elementos do canto coral nas peças musicais que integram o repertório do grupo (das sacras às populares)  aliados à dança e à teatralização.

“A encenação mistura música a indumentárias peculiares, depoimentos projetados em vídeo, cartas e outras linguagens artísticas e tecnológicas”, 2° a assessora, jornalista Gal Monteiro.

Imperdível, às 7 da noite da próxima 4ª feira, 8, no Deodoro.

 

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