Quando Lixo Educa e Diverte
   Fernando  Lima  │     15 de março de 2016   │     12:12  │  0

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Fotos – Acervo Pessoal

O que era tido como lixo e gerava vários transtornos e problemas ambientais, hoje é matéria prima para estudantes do interior. O papelão, que acabava indo parar nas ruas das cidades em dias de feira foi transformado em tabuleiros de jogos divertidos e educativos por 7 alunos das escolas Sesi/Senai Ebep de Atalaia e Marechal Deodoro.

Eles formam a equipe Tecmade e desenvolveram o projeto Madepel graças a 1 desafio proposto pela organização do Torneio de Robótica First Lego League, que acontece nos próximos dias 19 e 20, em Taguatinga-DF. O grupo credenciou-se, ao lado da equipe Atabótica (Sesi/Senai Atalaia), durante torneio estadual e irão representar Alagoas na competição nacional.

O tema da competição este ano é “Trash Trek”, que estimula os estudantes a investigar problemas e buscar soluções inovadoras para o descarte de resíduos sólidos.

“Durante pesquisa de campo, a turma percebeu como o papelão se acumula nas ruas e gera um problema ambiental. Então, desenvolveu este projeto. A ideia também tem um lado social, pois o que produzimos é doado a associações, orfanatos e escolas públicas, que podem aperfeiçoar seus processos educativos por meio de jogos matemáticos”, explica o professor Eduardo Cerqueira, treinador da equipe.

“Unimos o útil ao agradável, pois, além de darmos uma destinação correta ao papelão, ajudamos a facilitar o aprendizado da Matemática por meio de jogos educativos, que estimulam o raciocínio lógico”, explica a aluna Ana Carolina de 16 anos, confiante de que o projeto pode conquistar uma vaga no torneio mundial que acontece na Alemanha.

Com acabamento de qualidade, o tabuleiro produzido pela turma foi feito de material recolhido ou doado por estabelecimentos. O papelão é triturado, misturado com resina acrílica (ou cola branca) e 1 catalisador. Em seguida, é compactado em uma prensa artesanal e, depois de poucas horas, está pronto para receber o acabamento em machetaria.

“Quem diria que o papelão voltaria e ser usado como madeira, novamente?”, destaca Felipe Pascoalino, 17 anos, também integrante da equipe. O potencial ambiental do projeto é reforçado pelo fato de que, para produzir um tabuleiro com peças de xadrez ou dama, por exemplo, é necessário 1 kg de papelão, conforme explica Willman Maynart, instrutor do Senai Alagoas.

No último dia 3, a equipe beneficiou a Associação dos Moradores do Salvador Lyra com a entrega de peças e tabuleiros de xadrez. “Esse é um dos momentos mais marcantes do nosso trabalho”, disse o aluno Matheus Lima, 17 anos.

“É um trabalho de prevenção que fazemos com estes jovens, para ensiná-los a trilhar os caminhos positivos da vida”, ressaltou Emanoel Monteiro, o “Mano”, presidente da associação sobre o trabalho desenvolvido com crianças e adolescentes do conjunto.

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