Finalmente Reconhecidas como Pessoas
   Fernando  Lima  │     10 de janeiro de 2016   │     10:00  │  0

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Algumas das 46 sobreviventes (Fotos – Reuters/Cortesia)

Na última 2ª feira de 2015, autoridades do Japão e da Coreia do Sul selaram acordo que indeniza em US$ 8,3 milhões (cerca de R$ 32 milhões) as sul-coreanas escravizadas sexualmente durante a 2ª Guerra Mundial.

Conhecidas como “mulheres de conforto”, eram tratadas como escravas sexuais a serviço dos soldados japoneses durante a Guerra.

Estima-se que o total de mulheres presas na época chegue a 200 mil. A maioria delas já morreu, algumas, inclusive, dentro dos bordéis militares.

Apenas 46 delas ainda vivem. Elas moram, em sua maioria, num retiro para idosos na cidade de Gwangiu. A casa onde vivem se destaca das vizinhas pelas estátuas e placas que contam as histórias de suas habitantes, vindo a se tornar 1 espécie de museu vivo de seu sofrimento.

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Lee Ok-seon

1 das sobreviventes, Lee Ok-seon, aos 88 anos, disse que tinha 15 quando foi raptada e levada à força ao noroeste da China, na época sob controle do Japão. 2º relato feito em 2013 à BBC, ela trabalhava como empregada doméstica em 1 bairro distante de casa no momento do sequestro.

Ok-seon ainda afirmou que esperava que “o Imperador japonês viesse, se ajoelhasse a nossa frente e pedisse perdão sinceramente.”

Além dos traumas psicológicos, ela conta que nas muitas vezes em que tentou fugir, perdeu parte de sua capacidade auditiva e alguns dentes. Por conta de lesões da época, ela também ficou estéril.

Ela explica não gostar do termo “mulheres de conforto”. “Me pergunto por que nos chamavam assim. Não fomos por vontade própria, fomos sequestradas e nos obrigavam a ter relações com muitos homens todos os dias”, disse.

As primeiras denúncias a respeito do uso de bordéis de guerra só foram feitas em 1981, 36 anos depois do fim da guerra, o Japão só reconheceu o uso dos estabelecimentos 12 anos + tarde. Em 2007, Tóquio ofereceu desculpas ao país.

2º o acordo, a Coreia se comprometeria a dar o assunto por encerrado “final e irreversivelmente” (como se esta mancha na história do país pudesse 1 dia ser apagada). O país também diz levar em consideração a retirada de 1 estátua em homenagem às escravas sexuais, em frente à embaixada japonesa em Seul.

Respeito humano, já, geral e irrestrito!!!

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