Paz, “Aos Homens de Boa Vontade”
   Fernando  Lima  │     7 de dezembro de 2015   │     13:07  │  0

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1 dos assuntos + polêmicos das ultimas semanas foi, com certeza, a disputa entre evangélicos e grupos ligados às religiões afro-brasileiras. O motivo? A disputa pelo espaço da Pajuçara para eventos neste dia 8 de dezembro.

De 1 lado, as tradicionais celebrações em homenagem à Iemanjá, que são realizadas na orla de Maceió, com maior concentração na Pajuçara. 2º Paulo Silva, presidente da Federação Zeladora das Religiões Tradicionais Afro-brasileiras, a homenagem à Iemanjá tem início ainda na madrugada e segue até o final da tarde, sendo “tradição de décadas”, reunindo inclusive gente de outras religiões.

Do outro, o “Maceió de Joelhos”, com show da cantora Sarah Farias, que aconteceria na Praça Multieventos, com superestrutura e com previsão para reunir, também, milhares de fieis.

Para os evangélicos, que negam qualquer tipo de perseguição, a data seria estratégica, já que é 1 dia depois do aniversário da cidade. Ainda 2º eles, em virtude de sua acessibilidade, o local foi escolhido há cerca de 10 anos, com o objetivo de se fazer orações pelos maceioenses, em 2015 especialmente, por conta dos 200 anos da capital.

A realização do show teria sido autorizada pela SMCCU em setembro, mas a permissão emitida seria para acontecesse no estacionamento de Jaraguá, o que o grupo discorda.

Diante desse verdadeiro embate, que gerou protestos e até abaixo-assinados, não faltaram cometários nas redes sociais. Inúmeros internautas se posicionaram a respeito do assunto, na maioria das vezes alegando intolerância religiosa por parte dos evangélicos.

Na última 4ª, a prefeitura confirmou que a celebração à Iemanjá, está mantida na orla de Pajuçara e Ponta Verde.

Também no mesmo dia, a Aliança de Batistas do Brasil, representada pela Igreja Batista do Pinheiro, considerou o impasse entre os grupos religiosos, 1 “Triste episódio de intolerância religiosa. Não concordamos é que a oração se transforme em desculpa para a prática da intolerância, querendo por este pretexto ocupar espaço tradicional de outras religiões”, disse 1 representante da Igreja Batista.

A instituição religiosa destaca o genocídio da juventude negra e sua criminalização. “Cremos que nossa cidade, bem como o estado e o país, devam estar permanentemente de joelhos diante das muitas dores do povo, principalmente para clamarem juntas contra o genocídio da juventude negra brasileira, que a cada dia tem sido criminalizada e violentada em suas raízes e memórias religiosas e políticas”, concluiu, defendendo a paz e entendimento como imprescindíveis para a 1 convivência harmoniosa.

O deputado estadual e Pastor, João Luiz também criticou a postura do grupo de evangélico e usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado para isto.

Para ele, a atitude é considerada “antibíblica e vergonhosa”, e também questionou a origem do grupo que desejava realizar o show. “Ninguém sabe quem são esses evangélicos. E a Assembleia de Deus tem o maior n° de fieis aqui no estado. A do Evangelho Quadrangular é a 2ª e eles não estão envolvidos nisso”.

O parlamentar também lembrou 1 episodio de total tolerância religiosa, acontecido em Mariana após a enxurrada de lama da mineradora Samarco/Vale. 2º ele,  1 igreja católica foi 1 dos poucos prédios que ficou de pé. Assim, o padre daquela paróquia manteve as missas aos domingos, e permitiu que igrejas evangélicas realizarem seus cultos lá mesmo, na igreja. “Isso sim é amor e fé”, enfatizou.

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