40 Anos Cantando sem Parar
   Felipe  Camelo  │     18 de novembro de 2015   │     12:08  │  0

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Fotos – Nivaldo Vasconcelos

Bom dia, internautas do gazetaweb e deste blog. Voltando das férias, repercutindo aqui 2 celebrações de datas importantes, os 200 anos de Maceió e os 40 de atividades ininterruptas do Coretfal, postando na íntegra realise assinado pela jornalista e assessora do Coro, minha queridaça Gal Monteiro. Então, se agendem para prestigiar e aplaudir este espetáculo, que, com certeza, fará o mesmo sucesso dos anteriores do grupo cantante das Alagoas, brilhantemente regido pela maestrina Fátima Menezes.

“Nos dias 21 e 22 de novembro, a Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), com apoio do Instituto Federal de Alagoas (IFAL), realiza, no teatro Deodoro, o espetáculo Cantotempo, como parte das comemorações do bicentenário da cidade de Maceió e celebrando os 40 anos de atividades ininterruptas do Coretfal – Coral do Instituto Federal de Alagoas.

Para o presidente da FMAC, Vinícius Palmeira, comemorar quatro décadas do Coretfal no mesmo momento em que Maceió comemora dois séculos de história é bastante providencial e uma feliz coincidência: ‘esse grupo, com sua música, com um trabalho bem cuidado, que respeita o público e orgulha todos nós, num tempo que cabe no tempo da cidade, vem marcando o cotidiano dos que vivem aqui. Contotempo, assim como o próprio Coretfal, faz parte da biografia da cidade, é um presente para Maceió e um divisor de águas nos destinos dos dois aniversariantes. É prenúncio de vida longa e feliz para os dois’.

Nosso tempo é quando, quanto, porque!

Cantotempo tem direção musical e regência de Fátima Menezes e direção geral e roteiro de René Guerra. A preparação vocal e os arranjos instrumentais estão sob responsabilidade de Felipe Oliveira e Bruno David, respectivamente. Isabelle Rocha cuida da preparação corporal e coreografia e Flávio Rabelo do projeto de iluminação. Mari Jatobá assina o figurino e Alex Cerqueira a maquiagem. Gal Monteiro responde pela assessoria de comunicação, enquanto os créditos de design gráfico e produção audiovisual vão para o Estúdio Atroá.

Em cena, os 40 cantores do Coretfal e sua regente querem expressar o profundo sentimento de gratidão e comunhão com o sagrado, com as pessoas, com a música que permeia a alma da trupe feito DNA, feito condição para existir e ser feliz. Querem falar de seus sentimentos em relação ao grupo e do tempo que passou – construindo tantas histórias, imprimindo tantas marcas nos personagens dessas narrativas.

O espetáculo reúne, no repertório, grandes nomes da MPB – Milton Nascimento e Fernando Brant (Louva-a-Deus), Gilberto Gil (Domingo no Parque), Caetano Veloso (Alguém cantando), Chico Buarque (Cio da terra), entre outros – e da música mundial como Naomi Shemer (Yerushalayim Shel Zahav) e Leonard Cohen (Hallelujah), na perspectiva de viajar no tempo, nas memórias edificadas nessas quatro décadas de atuação – não apenas no imaginário dos que passaram pelo grupo e dos que permanecem, mas no âmago do público que acompanha essa trajetória de total dedicação à música e suas derivações.

Na ‘mais completa tradução’ dessa nova produção do Coretal, René Guerra afirma que Cantotempo fala sobre ‘o poder da música em relação ao destino das pessoas; sobre o tempo de cantar; sobre a capacidade que o cantar em coro tem de transformar vidas; sobre o sonho de ser artista. Eu diria que é um espetáculo de celebração à vida e aos encontros proporcionados pela arte’.

‘Maceió viu o grupo nascer e crescer e agora nos acolhe em seus 200 anos’

O trabalho, cuja produção e montagem levou quase um ano, apresenta elementos do canto coral em peças musicais que acompanharam os caminhos do grupo – das sacras às populares – aliados à dança e à teatralização. A encenação mistura música a indumentárias peculiares, depoimentos projetados em vídeo, cartas e outras linguagens artísticas e tecnológicas.

Segundo René, do ponto de vista da direção/roteiro/encenação, este trabalho é mais flexível, porém mais complexo que os anteriores (Retrato Cantado do São Francisco e Baião de Dois), também dirigidos por ele: ‘nos dois outros espetáculos trabalhamos com pessoas que não se encontravam ali, presencialmente. Dessa forma, o roteiro servia como mapa. Neste, a execução do roteiro está concentrada na luz e no figurino. A luz participará criativamente. É assim mesmo, cada processo com seus vestígios. E isso só acontece quando se estabelece uma forma de fé no processo e no resultado desse salto. A liberdade que marca essa montagem busca chegar ao que o espetáculo quer dizer e não o contrário. Nesse sentido, o espetáculo é aberto à compreensão do espectador: é o público que vai dizer por onde deseja caminhar’ diz ele.

E o processo de montagem deste espetáculo caminhou guiado, sobretudo, pela intuição do diretor, dos profissionais convidados com votos expressos de confiança, do grupo: ‘quando as músicas foram levantadas, comecei a seguir uma intuição que foi se transformando à medida que eu me encontrava com o grupo, acompanhando e costurando todas as fases da montagem. O conceito está posto, mas nada está engessado. Parafraseando Vinícius de Moraes, eu reafirmo: Nosso tempo é quando’.

A soprano Mari Jatobá, integrante mais antiga do grupo, com 36 anos de canto coral, afirma comovida: ‘estar no palco celebrando o aniversário de 40 anos do Coretfal é como assistir a um filme da minha vida, onde a música é o artista principal’.

Para a maestrina Fátima Menezes, ’40 anos cantando é uma experiência muito singular e emocionante. É como ser testemunha do tempo. Cantotempo fala dessa emoção. Fala sobre a função da arte, não apenas artisticamente, mas como gatilho de transformação social e humana – não de uma pessoa, mas de todo um grupo, de toda a cidade de Maceió que viu o grupo nascer e crescer e agora nos acolhe em seus 200 anos’.

Reapresentando o Coretfal

O Coretfal foi criado em 1975, pelas mãos da maestrina Maria Augusta Monteiro, com o objetivo inicial de difundir a cultura musical entre as antigas Escolas Técnicas Federais. É formado por cantores entre 15 e 60 anos, oriundos de diferentes realidades sociais.

A partir da década de 80, já sob a regência da maestrina Fátima Menezes, o coral desenvolve um trabalho pioneiro, difundindo e valorizando a Música Popular Brasileira e o folclore nordestino em toda sua riqueza rítmica e melódica, nos espetáculos temáticos Canto por Todos os Cantos, Ecos: Brasil 500 Anos, Cantando o Natal, Retrato Cantado do São Francisco e Baião de Dois – que misturam música, teatro, dança e efeitos tecnológicos.

Tem dois CDs gravados (Cantos por todos os cantos e Cantando o Natal) e vem participando de encontros e festivais de coros em vários estados do Brasil e países da América Latina e Europa, onde conquistou diversos prêmios nas categorias Música Popular e Música Folclórica.

Produziu e apresentou A Flauta Mágica, de Mozart, primeira ópera montada no Estado de Alagoas e, como Ponto de Cultura EnCantando a Vida, chancelado pelo Ministério da Cultura, realiza o programa Música & Cidadania que ampliou os horizontes do grupo na perspectiva do protagonismo e da inserção sociocultural por meio de ações como oficinas de música instrumental, expressão corporal, liutheria e técnica vocal; concertos didáticos; e mostras artísticas extensivas à comunidade do entorno, incluindo jovens, crianças e pessoas com deficiência.”4 5 7 12227950_10206829948740306_1652344159_o AMJ_1167 AMJ_1168 AMJ_1334 (2) AMJ_1334 (4) AMJ_1334 (5) AMJ_1334 (6) AMJ_1334 (7) AMJ_1334 (8)

 

 

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