Pagã & Cristã
   Felipe  Camelo  │     2 de fevereiro de 2015   │     13:04  │  0

Filhinhos-da-Mamãe-carnaval-2014

Registro do desfile do ‘Filhinhos da Mamãe’ do ano passado, que homenageou meu pai, o carnavalesco Rubens Camelo. Neste ano, a homenageada será a psiquiatra Nise da Silveira (Foto – Acervo Pessoal)

Fevereiro chegou, e com ele os preparativos para a maior e + esperada festa popular do ano, que se tornou forte elemento da cultura nacional, o carnaval, tido para muitos como o momento em que o ano realmente começa.

Com origem incerta, acredita-se que tenha surgido na Grécia em 520 a.C. e celebrava a chegada da primavera e a fertilidade, com 1 única intenção: a diversão. Já naquela época, tomar bebida alcoólica e ficar com mais de 1 pessoa na mesma noite tornaram-se hábitos comuns. A comemoração se tornou popular em Roma durante os 1°s séculos da era cristã.

No século VIII, a Igreja Católica buscou enquadrar as comemorações com a criação da quaresma, onde a festa acontecia como 1 forma de ‘extravasar’ antes se dá o inicio do período de 40 dias de orações que antecediam a pascoa, servindo como despedida dos pecados da carne. Em 1545, depois do concílio de Trento, mudou-se o calendário de Juliano para Gregoriano e o Carnaval passou a ser uma data oficial para os cristãos. Dessa forma, é reconhecida como festa popular de rua que sofreu uma série de modificações culturais até chegar aos dias de hoje.

No Brasil, chegou à partir do século XIII, em que os portugueses trouxeram a brincadeira do entrudo, da região de Açores e Cabo Verde, onde as pessoas sujavam umas às outras com tintas, farinha, ovos e também atiravam água.

No século XIX começaram a ser promovidos os bailes no estilo parisiense, que aconteciam em locais fechados e onde os convidados deveriam usar máscaras. Uma figura importante dessa época foi Chiquinha Gonzaga, que compôs marchinhas de carnaval e pertencia a esse grupo de classe burguesa frequentadora dos bailes.

As 1ªs escolas de samba, surgiram no século XX, no Rio de Janeiro. No final da década de 1920, tornaram-se 1 forma popular de comemoração do carnaval, tanto no Rio, quanto em São Paulo. No Nordeste, o jeito + popular de passar o carnaval é ir para as ruas, mantendo um pouco da tradição trazida pelos portugueses. Na Bahia, fortaleceu-se os trios elétricos depois da década de 1980.

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