Nas quadras e fora delas
   Felipe  Camelo  │     24 de novembro de 2014   │     13:41  │  1

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Fotos – Acervo Pessoal

Alagoanérrima, Marina Taveres voltou com tudo às quadras. No último sábado, 22, com Luciana Tella, venceu a decisão do Itaú Masters Tour 2014, em Angra dos Reis, fazendo 1 grande estreia no circuito, enquanto Luciana levou a Taça Luiz Roberto Jábali pela 2ª X.

E os motivos para celebrar não param, além de coordenar o Instituto que leva seu nome assistindo centenas de crianças desde 2010, também foi escolhida por merecimento para participar da coordenação das Olimpíadas e Paralipíadas Rio 2014.

E nesta postagem inauguramos 1 novidade neste blog, entrevistas com pessoas que se destacam. Iniciando aqui com o retorno de Marina, que além de toda a fama é uma pessoa simplérrima.

10816150_1514459035507073_1608989655_nFernando Lima – Bom Dia Marina, fale um pouco do seu inicio no tênis quando você começou a se interessar pelo esporte?

Marina Tavares –  Comecei com 8 ou 9 anos de idade a convite de um primo da mesma idade, faziamos tudo juntos. Umas tias viajaram e trouxeram as raquetes de presente, e ai ele sugeriu de iniciarmos as aulas de tênis.

FL – E contou com o apoio da família?

MT – Sempre! Desde o início e até hoje!

FL – Quando foi que você começou a jogar profissionalmente?

Eu joguei até 2002 no circuito mundial juvenil. Depois de 2002, no circuito profissional até 2010, quando tive que parar pela falta de patrocinio, infelizmente.

FL – Na maioria dos esportes a predominância ainda é masculina. E no tênis, também é assim? Você já sofreu algum tipo de preconceito por ser uma mulher no tênis ?

10822456_1514458898840420_2059837217_nMT – A modalidade em si, como em todas as outras, beneficiam os homens. As premiações e condições são sempre melhores no masculino que no feminino. Já houveram muitas lutas por parte das mulheres e já tivemos 1 grande avanço. Nos torneios de Grand Slam, por exemplo, depois de muita reinvidicação das mulheres, as premiações igualaram, mas num modo geral , ainda falta muito.

FL – Desde 2010 você tem um trabalho lindo de inclusão de jovens e adolescentes no esporte, o Instituto Marina Tavares. Como surgiu este projeto?

MT – Quando fui obrigada a parar de competir profissionalmente devido a perda de 1 grande patrocinador, quis continuar envolvida no tênis e fazer algo que pudesse contribuir com a triste e sofrida realidade do nosso estado. Daí, 1 amiga e ex-tenista, Vanessa Menga, tinha projetos sociais São Paulo, o que me inspirou.

FL – Quantas crianças e adolescentes já foram assistidas pelo projeto?

MT – Desde o início até hoje uns 150. Atualmente contamos com 1 turma fixa de 50 criancas e adolescentes

FL – Você esta na coordenação dos próximos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2015. Como você, tão nova, se sente nesta responsabilidade? Como surgiu o convite?

MT – O convite surgiu diretamente do Comite Rio 2016, depois de algumas reuniões com nosso Ministro Aldo Rebelo e alguns dos chefões do Cômite. A responsabilidade é grande, na verdade amo o tênis, e nos meus planos atuaria como jogadora nessas olimpiadas do Rio. Como as coisas nem sempre acontecem como planejamos e algumas coisas não dependem só da gente, no meu caso, patrocinio, será muito bom fazer parte dos jogos dessa outra forma, contribuindo com a minha experiência e também adquirindo +.

10521477_1514459165507060_21507636_nFL – No inicio da entrevista você falou que houve um hiato na sua carreira por falta de patrocínio, quando se deu a volta?

Estava sem jogar desde 2010, quando recebi esse convite do Nelson Aertes da Try Sports, responsavel pela organização do circuito Itaú Masters, e a 1 mês atrás no meio da correria, treinei 1 pouco, fui lá junto com Luciana Tella e levamos a Taça Luiz Roberto Jábali. 1 prêmio muito importante pra mim que participava pela 1ª X  e também pra Luciana, agora Bicampeã.

FL –  Ao longo da sua carreira você já participou e venceu inúmeras competições Brasil e mundo afora, o que é o sonho de muitos aspirantes a atletas em geral. Qual o conselho que você daria a eles?

MT – O conselho é que não desistam. O tênis é fantástico (como todos os esportes em geral). Mas não é facil, as dificuldades são muitas, mas vale muito a pena! A gente adquire vivências e experiências que só o esporte pode nos dar e isso a gente leva para a vida toda, independente da carreira que vá seguir.

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COMENTÁRIOS
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  1. Arthur H F Tavares

    Oi … Marina ….. minha sobrinha tenista favorita de Maceió.

    É um prazer saber que você voltou a participar e principalmente voltar a ganhar no esporte que você ama ……

    Estou muito feliz por você e com muito orgulho …..

    Um beijão nesta na sua buchecha…… O tio Arthur

    Reply

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